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Paulo Leminski   4 comments

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“Não discuto com o destino, o que pintar eu assino.”

Paulo Leminski

Publicado 12/03/2015 por Berma em Escritores, Paulo Leminski, Poesias

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Flor de Chá!!!   2 comments

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Flor do Chá

Posso estar recolhida, em minhas pétalas escondida.
Na gaveta esquecida, e assim por um tempo ficar.
Se nesse momento é vontade já definida!
Mas não quer dizer que de repente isso não possa mudar.
Um calor pode aquecer a gente
Nos fazendo desabrochar!
Assim podemos encarar a vida.
Hora triste e sofrida, alegre e singular.
Importante entendermos que, para todos seus momentos aproveitar,
De todos seus rancores devemos nos libertar!
Esse é o seu sentimento que venho tentando lembrar.
Ou será que estamos apenas falando dessa “Flor de Chá”?

Marcelaine Porteiro

Para conhecer outros textos de Marcelaine Porteiro acesso os links:
http://livroscompipoca.com/category/parceiros/marcelaine-porteiro/
http://pensador.uol.com.br/autor/marcelaine_porteiro/

Publicado 10/03/2015 por Berma em Marcelaine Porteiro, Parceiros, Poesias

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A Mulher Inspiradora (Rabindranath Tagore)   2 comments

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Mulher, não és só obra de Deus;
os homens vão-te criando eternamente
com a formosura dos seus corações,
e os seus anseios
vestiram de glória a tua juventude.
Por ti o poeta vai tecendo
a sua imaginária tela de oiro:
o pintor dá às tuas formas,
dia após dia,
nova imortalidade.
Para te adornar, para te vestir,
para tornar-te mais preciosa,
o mar traz as suas pérolas,
a terra o seu oiro,
sua flor os jardins do Verão.

Rabindranath Tagore, in “O Coração da Primavera”

Homenagem do blog para todas as mulheres!!!

Publicado 08/03/2015 por Berma em Poesias

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Não era realidade, era sonho!   10 comments

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“Lá do alto vejo uma fonte bela jorrando felicidade e cânticos de saudades!
Vou me aproximar, vou me distrair e num instante estarei lá!
Deve ser do ar?
Uma nebulosidade começa a se instalar!
Não era realidade, era sonho!
Fica só a saudade.”

Marcelaine Porteiro

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Publicado 05/03/2015 por Berma em Marcelaine Porteiro, Parceiros, Poesias

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Mia Couto – Saudade   Leave a comment

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Magoa-me a saudade
do sobressalto dos corpos
ferindo-se de ternura
sói-me a distante lembrança
do teu vestido
caindo aos nossos pés

Magoa-me a saudade
do tempo em que te habitava
como o sal ocupa o mar
como a luz recolhendo-se
nas pupilas desatentas

Seja eu de novo a tua sombra, teu desejo,
tua noite sem remédio
tua virtude, tua carência
eu
que longe de ti sou fraco
eu
que já fui água, seiva vegetal
sou agora gota trémula, raiz exposta

Traz
de novo, meu amor,
a transparência da água
dá ocupação à minha ternura vadia
mergulha os teus dedos
no feitiço do meu peito
e espanta na gruta funda de mim
os animais que atormentam o meu sono

SAUDADE (MIA COUTO)

Publicado 02/03/2015 por Berma em Escritores, Mia Couto, Poesias

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Razão de ser – Paulo Leminski   Leave a comment

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Escrevo. E pronto.
Escrevo porque preciso,
preciso porque estou tonto.
Ninguém tem nada com isso.
Escrevo porque amanhece,
E as estrelas lá no céu
Lembram letras no papel,
Quando o poema me anoitece.
A aranha tece teias.
O peixe beija e morde o que vê.
Eu escrevo apenas.
Tem que ter por quê?

Publicado 02/03/2015 por Berma em Escritores, Paulo Leminski, Poesias

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Quando a luz dos olhos meus   2 comments

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Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p’ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Vinicius de Moraes

Publicado 01/03/2015 por Berma em Escritores, Poesias, Vinicius de Moraes

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No brotar assíduo de abraços…   Leave a comment

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A mudança que vem de dentro, toma tudo e tomba as raivas!
Reflete no sorriso, no brilho dos olhos e no brotar assíduo de abraços.
Já não me julgo como outrora e não penso em julgar os demais.
Tento viver o aqui e agora e ser feliz cada vez mais!!!!

 

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Publicado 26/02/2015 por Berma em Marcelaine Porteiro, Parceiros, Poesias

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Restos do carnaval – Conto de Clarice Lispector   Leave a comment

tumblr_lhyuxuwVTM1qceu4bo1_500Não, não deste último carnaval. Mas não sei por que este me transportou para a minha infância e para as quartas-feiras de cinzas nas ruas mortas onde esvoaçavam despojos de serpentina e confete. Uma ou outra beata com um véu cobrindo a cabeça ia à igreja, atravessando a rua tão extremamente vazia que se segue ao carnaval. Até que viesse o outro ano. E quando a festa ia se aproximando, como explicar a agitação íntima que me tomava? Como se enfim o mundo se abrisse de botão que era em grande rosa escarlate. Como se as ruas e praças do Recife enfim explicassem para que tinham sido feitas. Como se vozes humanas enfim cantassem a capacidade de prazer que era secreta em mim. Carnaval era meu, meu.
No entanto, na realidade, eu dele pouco participava. Nunca tinha ido a um baile infantil, nunca me haviam fantasiado. Em compensação deixavam-me ficar até umas 11 horas da noite à porta do pé de escada do sobrado onde morávamos, olhando ávida os outros se divertirem. Duas coisas preciosas eu ganhava então e economizava-as com avareza para durarem os três dias: um lança perfume e um saco de confete. Ah, está se tornando difícil escrever. Porque sinto como ficarei de coração escuro ao constatar que, mesmo agregando tão pouco à alegria, eu era de tal modo sedenta que um quase nada já me tornava uma menina feliz.
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E as máscaras? Eu tinha medo mas era um medo vital e necessário porque vinha de encontro à minha mais profunda suspeita de que o rosto humano também fosse uma espécie de máscara. À porta do meu pé de escada, se um mascarado falava comigo, eu de súbito entrava no contato indispensável com o meu mundo interior, que não era feito só de duendes e príncipes encantados, mas de pessoas com o seu mistério. Até meu susto com os mascarados, pois, era essencial para mim.
Não me fantasiavam: no meio das preocupações com minha mãe doente, ninguém em casa tinha cabeça para carnaval de criança. Mas eu pedia a uma de minhas irmãs para enrolar aqueles meus cabelos lisos que me causavam tanto desgosto e tinha então a vaidade de possuir cabelos frisados pelo menos durante três dias por ano. Nesses três dias, ainda, minha irmã acedia ao meu sonho intenso de ser uma moça – eu mal podia esperar pela saída de uma infância vulnerável – e pintava minha boca de batom bem forte, passando também ruge nas minhas faces. Então eu me sentia bonita e feminina, eu escapava da meninice.
Mas houve um carnaval diferente dos outros. Tão milagroso que eu não conseguia acreditar que tanto me fosse dado, eu, que já aprendera a pedir pouco. É que a mãe de uma amiga minha resolvera fantasiar a filha e o nome da fantasia era no figurino Rosa. Para isso comprara folhas e folhas de papel crepom cor-de-rosa, com as quais, suponho, pretendia imitar as pétalas de uma flor. Boquiaberta, eu assistia pouco a pouco à fantasia tomando forma e se criando. Embora de pétalas o papel crepom nem de longe lembrasse, eu pensava seriamente que era uma das fantasias mais belas que jamais vira.
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Foi quando aconteceu, por simples acaso, o inesperado: sobrou papel crepom, e muito. E a mãe de minha amiga – talvez atendendo a meu apelo mudo, ao meu mudo desespero de inveja, ou talvez por pura bondade, já que sobrara papel – resolveu fazer para mim também uma fantasia de rosa com o que restara de material. Naquele carnaval, pois, pela primeira vez na vida eu teria o que sempre quisera: ia ser outra que não eu mesma.
Até os preparativos já me deixavam tonta de felicidade. Nunca me sentira tão ocupada: minuciosamente, minha amiga e eu calculávamos tudo, embaixo da fantasia usaríamos combinação, pois se chovesse e a fantasia se derretesse pelo menos estaríamos de algum modo vestidas – à idéia de uma chuva que de repente nos deixasse, nos nossos pudores femininos de oito anos, de combinação na rua, morreríamos previamente de vergonha – mas ah! Deus nos ajudaria! Não choveria! Quanto ao fato de minha fantasia só existir por causa das sobras de outra, engoli com alguma dor meu orgulho que sempre fora feroz, e aceitei humilde o que o destino me dava de esmola.
Mas por que exatamente aquele carnaval, o único de fantasia, teve que ser tão melancólico? De manhã cedo no domingo, eu já estava de cabelos enrolados para que até de tarde o frisado pegasse bem. Mas os minutos não passavam, de tanta ansiedade. Enfim, enfim! Chegaram três horas da tarde: com cuidado para não rasgar o papel, eu me vesti de rosa.
Muitas coisas que me aconteceram tão piores que estas, eu já perdoei. No entanto essa não posso sequer entender agora: o jogo de dados de um destino é irracional? É impiedoso. Quando eu estava vestida de papel crepom todo armado, ainda com os cabelos enrolados e ainda sem batom e ruge – minha mãe de súbito piorou muito de saúde, um alvoroço repentino se criou em casa e mandaram-me comprar depressa um remédio na farmácia. Fui correndo vestida de rosa – mas o rosto ainda nu não tinha a máscara de moça que cobriria minha tão exposta vida infantil – fui correndo, correndo, perplexa, atônita, entre serpentinas, confetes e gritos de carnaval. A alegria dos outros me espantava.
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Quando horas depois a atmosfera em casa acalmou-se, minha irmã me penteou e pintou-me. Mas alguma coisa tinha morrido em mim. E, como nas histórias que eu havia lido sobre fadas que encantavam e desencantavam pessoas eu fora desencantada; não era mais uma rosa, era de novo uma simples menina. Desci até a rua e ali de pé eu não era uma flor, era um palhaço pensativo de lábios encarnados. Na minha fome de sentir êxtase, às vezes começava a ficar alegre mas com remorso lembrava-me do estado grave de minha mãe e de novo eu morria.
Só horas depois é que veio a salvação. E se depressa agarrei-me a ela é porque tanto precisava me salvar. Um menino de uns 12 anos, o que para mim significava um rapaz, esse menino muito bonito parou diante de mim e, numa mistura de carinho, grossura, brincadeira e sensualidade, cobriu meus cabelos já lisos, de confete: por um instante ficamos nos defrontando, sorrindo, sem falar. E eu então, mulherzinha de 8 anos, considerei pelo resto da noite que enfim alguém me havia reconhecido: eu era, sim, uma rosa.
Clarice Lispector
Felicidade clandestina. Rio de Janeiro:Rocco, 1998.

Publicado 25/02/2015 por Berma em Clarice Lispector, Escritores, Poesias

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Experimentando a liberdade ao som de Mozart!!!   2 comments

Olá Galera do Livros com Pipoca!!!

 

A minha primeira paixão são, sempre serão os livros, mas em segundo lugar, de mãos dadas com os livros, estão os filmes. E um dos melhores filmes que eu já assisti é “Um Sonho de Liberdade“, do diretor Frank Darabont.
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O filme, que tem como base a novela de Stephen King “Rita Hayworth and Shawshank Redemption”, apesar de não ter sido um tremendo sucesso em se tratando de venda de bilheterias, entrou para a história do cinema como um dos filmes mais queridos pelo mesmo público que o rejeitara nas bilheterias. Bateu o recorde de locações de vídeo em 1995 e figura há anos no topo dos 250 melhores filmes do IMDB , que leva em conta a nota dos usuários. O filme também aparece na lista de American Film Institute entre as melhores produções norte-americanos de todos os tempos.
Sinopse: Em 1946, Andy Dufresne (Tim Robbins), um jovem e bem sucedido banqueiro, tem a sua vida radicalmente modificada ao ser condenado por um crime que nunca cometeu, o homicídio de sua esposa e do amante dela. Ele é mandado para uma prisão que é o pesadelo de qualquer detento, a Penitenciária Estadual de Shawshank, no Maine. Lá ele irá cumprir a pena perpétua. Andy logo será apresentado a Warden Norton (Bob Gunton), o corrupto e cruel agente penitenciário, que usa a Bíblia como arma de controle e ao Capitão Byron Hadley (Clancy Brown) que trata os internos como animais. Andy faz amizade com Ellis Boyd Redding (Morgan Freeman), um prisioneiro que cumpre pena há 20 anos e controla o mercado negro da instituição.
E, na minha opinião, uma das melhores partes do filme é quando Dufresne encontra um disco de vinil de Mozart em uma das salas do presídio e começa a ouvi-lo, especialmente uma parte da ópera “Le Nozze di Fìgaro” (As Bodas de Fígaro). No entanto, sua paixão pelo momento foi tanta que ele prende o guarda no banheiro e coloca a música no alto falante para que todos os demais presos, que estavam na hora do sol, possam também ouvir e compartilhar desse momento. Então o Red (Pesonagem de Morgan Freeman) faz um discurso a respeito da música que é sensacional.
Vou postar aqui essa parte do filme, com a trilha sonora de Mozart, e também o texto de Red descrevendo o que os presos sentem ao ouvir a canção!!!

“Não faço a mínima ideia do que aquelas duas italianas
cantavam.
Na verdade, nem quero nem saber.
Algumas coisas são melhores deixadas não ditas.
Quero imaginar que elas estejam cantando algo tão belo que não possa ser expresso em palavras… e faz seu coração se apertar… com a música.
Eu diria que aquelas vozes voaram mais alto e mais longe do que qualquer pessoa num lugar cinzento ousaria sonhar.
Era como um belo pássaro que voou para a nossa gaiola e fez os muros se dissolverem.
E, pelo mais breve momento, cada homem de Shawshank se sentiu livre.”
Então pessoal, o que acharam? Já assistiram o filme? Gostaram?
Abraços e beijos, Berma.

😉

Publicado 23/02/2015 por Berma em Filmes e Música, Poesias

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