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A Última Canção de Bilbo – J.R.R.Tolkien   Leave a comment

Olá Galera do Livros com Pipoca!!!

Hoje, nesse fim de semana resolvi comentar sobre um livro muito lindo e poético, que vocês vão adorar, principalmente os Tolkenianos como eu (Fãs de J.R.R.Tolkien)!!!

Trata-se de mais um livro de Tolkien publicado pela editora Martins Fontes – Selo Martins. “A última canção de Bilbo“, que é um pequeno livro poético que narra a última jornada do hobbitBilbo Baggins” rumo ao Oeste, onde ele relata todas as suas aventuras.

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O livro é totalmente ilustrado e foi publicado nas verdões em capa-dura (Capa azul) e em brochura (Capa branca). Eu comprei a capa dura, que é realmente muito linda, um livro obrigatório para qualquer colecionador. Um poema épico que encerra de maneira esplendorosa as aventuras ocorridas na Terra-média (Segue abaixo um exemplo de como ele é internamente).

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Segue agora o poema para vocês curtirem:

“Fim do dia, a vista turvada, à minha frente uma longa jornada.
Adeus, amigos! Ouço o chamado. No muro de pedras, no navio atracado.
Espuma branca, ondas cinzas do mar; para além do pôr do sol eu vou navegar.
Espuma salgada, livre é o vento; escuto a maré em seu movimento.
Adeus, amigos! As velas estão içadas ao vento leste, e as amarras são lançadas.
Sombras esperam por mim há longo tempo, sob a curva eterna do firmamento.
Mas há ilhas sob o sol radiante que alcançarei antes de seguir adiante;
As terras ficam a oeste do Oeste, onde as noites são calmas, e o descanso, celeste.
Pela Estrela Solitária serei guiado, para mais além do porto extremado,
Encontrarei o céu livre e fundado, e as praias do Mar Estrelado.
Navio, meu navio! Busco o ocaso, e montanhas e campos abençoados.
Adeus, afinal, para a Terra-média, para além do seu mastro, vejo a Estrela!”

A Última Canção de Bilbo – J.R.R.Tolkien

E aí o que acharam desse poema? Gostaram? Me digam aqui!!!

Abraços e beijos, Berma.

 

 

Luta entre Fingolfin e Morgoth   Leave a comment

Fingolfin

“Ora, chegaram notícias a Hithlum de que Dorthonion estava perdida, os filhos de Finarfin, derrotados, e os filhos de Fëanor, expulsos de suas terras. Fingolfin então contemplou (como lhe parecia) a total destruição dos noldor, e a derrota irremediável de todas as suas casas. E, cheio de cólera e desespero, montou em Rochallor, seu cavalo magnífico, e partiu sozinho, sem que ninguém pudesse contê-lo. Passou por Dor-nu-Fauglith como um vento em meio à poeira; e todos os que viram sua investida fugiram assustados, acreditando que o próprio Oromë chegara. Pois ele fora dominado por uma loucura furiosa, tal que seus olhos brilhavam como os olhos dos Valar. Assim, chegou sozinho aos portões de Angband, fez soar sua trompa e golpeou mais uma vez as portas de bronze, desafiando Morgoth a se apresentar para um combate homem a homem. E Morgoth veio. Essa foi a última vez naquelas guerras em que ele atravessou as portas de seu reduto; e o que se diz é que não aceitou o desafio de bom grado.

Pois, embora seu poder fosse maior que tudo o que existe no mundo, ele era o único dos Vaiar que conhecia o medo. Agora, porém, não podia fugir ao desafio diante de seus capitães. Pois as rochas reverberavam com a música aguda da trompa de Fingolfin, sua voz chegava clara e nítida às profundezas de Angband, e Fingolfinchamava Morgoth de covarde e de senhor de escravos. Por isso, Morgoth veio, subindo lentamente de seu trono subterrâneo, e o ruído de seus passos era como trovões no seio da terra. E se apresentou trajando uma armadura negra. Parou diante do Rei como uma torre, com sua coroa de ferro. E seu enorme escudo, negro sem brasão, lançava uma sombra como uma nuvem de tempestade. Fingolfin, entretanto, cintilava dentro da sombra como uma estrela; pois sua malha era recoberta de prata, e seu escudo azul era engastado com cristais. E ele sacou sua espada Ringil, que refulgia como o gelo.

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Morgoth então ergueu bem alto Grond, o Martelo do Mundo Subterrâneo, e o fez baixar como um raio. Fingolfin, porém, deu um salto para o lado, e Grond abriu um tremendo buraco na terra, de onde jorraram fumaça e fogo. Muitas vezes Morgoth tentou esmagá-la, e a cada vez Fingolfin escapava com um salto, como o relâmpago que sai de uma nuvem escura. E fez sete ferimentos em Morgoth; e sete vezes Morgoth deu um grito de agonia, com o que os exércitos de Angband se prostraram no chão, aflitos, e os gritos ecoaram pelas terras do norte.

Mas, por fim, o Rei se cansou, e Morgoth o empurrou para baixo com o escudo. Três vezes, Fingolfin foi esmagado até se ajoelhar, e três vezes ele se levantou portando seu escudo quebrado e seu elmo amassado. Entretanto, a terra estava toda esburacada e rasgada ao seu redor, e ele tropeçou e caiu para trás aos pés deMorgoth. E Morgoth pôs o pé esquerdo sobre o pescoço de Fingolfin; e o peso era o de uma colina desmoronando. Contudo, num golpe final e desesperado,Fingolfin lhe cortou o pé com Ringil, e o sangue jorrou negro e fumegante, enchendo os buracos feitos por Grond. Assim morreu Fingolfin, Rei Supremo dos noldor, o mais altivo e destemido dos Reis élficos de outrora. Os orcs não se vangloriaram desse duelo junto aos portões. Nem os elfos cantam esse feito, pois é por demais profunda sua dor.” (Trecho de Silmarillion)

Conheça mais sobre a Terra-Média em “Quenta Silmarillion” clicando AQUI

 

 

 

THORONDOR (Rei das Águias)   Leave a comment

Águias - Thorondor

“Ora, no exato instante em que Fingon retesou o arco, desceu das alturas Thorondor, Rei das Águias, a mais poderosa de todas as aves que já existiram, cujas asas abertas cobriam mais de sessenta metros, e, detendo a mão de Fingon, ergueu-o e o levou até a face do rochedo em que Maedhros estava pendurado.”

“E Morgoth apanhou o corpo do Rei élfico e o partiu para lançá-la aos lobos. Thorondor, porém, veio apressado de seu ninho em meio aos picos de Crissaegrim, lançou-se sobre Morgoth e lhe feriu o rosto. O farfalhar das asas de Thorondor era como o ruído dos ventos de Manwë. Ele pegou o corpo com suas garras poderosas e, alçando vôo de repente fora do alcance dos dardos dos orcs, levou o Rei embora. E o depositou no topo de uma montanha que, do norte, dava para o vale oculto de Gondolin.” (Trecho de O Silmarillion)

“Nas alturas, acima do reino de Morgoth, voavam Thorondor e seus vassalos e, vendo então a loucura do Lobo e a queda de Beren, desceram velozes, no momento em que as forças de Angband se livravam das teias do sono. As aves então levantaram Lúthien e Beren da terra e os levaram para o alto, para o meio das nuvens.” (Trecho de O Silmarillion)

Conheça mais sobre a Terra-Média em “Quenta Silmarillion” clicando no link:

http://livroscompipoca.com/introducao/animais-e-monstros/

Aragorn e Arwen – Ao som de Evanescence – Anywhere   3 comments

Em toda a história da Terra-Média, escrita por J.R.R.Tolkien, existiram somente duas princesas élficas que abriram mão da imortalidade porque se apaixonaram por um homem mortal. Lúthien foi a primeira, que se apaixonou por Beren, e Arwen foi a segunda, entregando sua imortalidade em troca de ficar com seu grande amor, o Rei Aragorn. Eu acho show demais. Agora imaginem esse amor ao som de Evanescence? Pois é, segue o vídeo abaixo para vocês curtirem!!!!

 

 

“Eu sonhei com um lugar para você e eu
Ninguém sabe quem somos lá
Tudo o que eu quero é dar minha vida apenas a você
Eu sonhei por muito tempo, não posso mais sonhar
Vamos fugir, te levarei lá”

Evanescence – Anywhere

RINGIL (Espada de Fingolfin)   2 comments

Espada - Ringil (Espada de Fingolfin)

“Fingolfin, entretanto, cintilava dentro da sombra como uma estrela; pois sua malha era recoberta de prata, e seu escudo azul era engastado com cristais. E ele sacou sua espada Ringil, que refulgia como o gelo.”

“Contudo, num golpe final e desesperado, Fingolfin lhe cortou o pé com Ringil, e o sangue jorrou negro e fumegante, enchendo os buracos feitos por Grond.”

O Silmarillion – J.R.R.Tolkien

Conheça mais sobre armas e artefatos em “Quenta Silmarillion” clicando no link:

http://livroscompipoca.com/introducao/armas-e-artefatos-weapons/

 

“Valinor” e das “Árvores de Valinor”   Leave a comment

valinor

“Por trás das muralhas das Pelóri, os Valar estabeleceram seu domínio na região chamada Valinor. e ali ficavam suas casas, seus jardins e suas torres. Nesse período seguro, os Valar acumularam enorme quantidade de luz e tudo de mais belo que fora salvo da destruição. E muitas outras coisas ainda mais formosas eles voltaram a criar; e Valinor tornou-se ainda mais bonita que a Terra-média na Primavera de Arda. E Valinor foi abençoada, pois os Imortais ali moravam; e ali nada desbotava nem murchava; não havia mácula alguma em flor ou folha naquela terra; nem nenhuma decomposição ou enfermidade em coisa alguma que fosse viva; pois as próprias pedras e águas eram abençoadas[…]

[…] Naquele momento, os Valar, reunidos para ouvir o canto de Yavanna, estavam sentados, em silêncio, em seus tronos do conselho de Máhanaxar, o Círculo da Lei junto aos portões dourados de Valinor; e Yavanna Kementári cantava diante deles, e eles observavam.

E enquanto olhavam, sobre a colina surgiram dois brotos esguios; e o silêncio envolveu todo o mundo naquela hora, nem havia nenhum outro som que não o canto de Yavanna. Em obediência a seu canto, as árvores jovens cresceram e ganharam beleza e altura; e vieram a florir; e assim surgiram no mundo as Duas Árvores de Valinor. De tudo o que Yavanna criou, são as mais célebres, e em torno de seu destino são tecidas todas as histórias dos Dias Antigos.

Uma tinha folhas verdes-escuras, que na parte de baixo eram como prata brilhante; e de cada uma de suas inúmeras flores caía sem cessar um orvalho de luz prateada; e a terra sob sua copa era manchada pelas sombras de suas folhas esvoaçantes. A outra apresentava folhas de um verde viçoso, como o da faia recém-aberta, orladas de um dourado cintilante. As flores balançavam nos galhos em cachos de um amarelo flamejante, cada um na forma de uma cornucópia brilhante, derramando no chão uma chuva dourada. E da flor daquela árvore, emanavam calor e uma luz esplêndida. Telperion, a primeira, era chamada em Valinor, eSilpion, e Ninquelótë, entre muitos outros nomes; mas Laurelin era a outra, e também Malinalda e Culúrien, entre muitos outros nomes poéticos.” (Trecho do Silmarillion)

Conheça mais sobre o mundo de Tolkien em “Quenta Silmarillion” clicando no link:

http://livroscompipoca.com/introducao/02-o-silmarillion/

HUAN (Cão de Valinor)   Leave a comment

Cães e Lobos - Huan (Cão de Valinor) 03

“Ora, o líder dos cães de caça que acompanhavam Celegorm era Huan. Ele não havia nascido na Terra-média, mas vinha do Reino Abençoado. Oromë o dera a Celegorm muito tempo antes, em Valinor; e lá ele seguia a trompa de seu dono, antes que o mal chegasse. Huan acompanhou Celegorm no exílio e lhe era fiel. Assim, ele também ficou sujeito à condenação de desgraças imposta aos noldor; e sua sina era encontrar a morte, mas só quando estivesse diante do lobo mais forte que já tivesse pisado no mundo. Foi Huan quem encontrou Lúthien voando como uma sombra surpreendida pela luz do dia sob as árvores, quando Celegorm e Curufin descansavam um pouco, perto dos limites ocidentais de Doriath. Pois nada escapava à visão e ao faro de Huan, nem encantamento nenhum conseguia detê-lo; e ele não dormia, nem de dia nem à noite.

Cães e Lobos - Huan (Cão de Valinor)

“Lúthien costumava falar com Huan em sua solidão, contando-lhe histórias de Beren, que era o amigo de todos os pássaros e bichos que não serviam a Morgoth; e Huan entendia tudo o que era dito. É que Huan compreendia a fala de todos os que tinham voz; mas só lhe era permitido falar com palavras três vezes antes de morrer.”

“Mandou, portanto, um lobo até a ponte. Mas Huan o abateu em silêncio. Mesmo assim, Sauron enviou outros, um a um e um a um Huan os apanhava pela garganta e os matava.”

“Ora, Sauron bem conhecia, como todos naquela terra, o destino que estava determinado para o cão de Valinor, e lhe ocorreu que ele mesmo seria o instrumento desse destino. Assumiu, portanto, a forma de um lobisomem e se fez o mais poderoso que já havia pisado no mundo. E se apresentou para conquistar a passagem da ponte. Foi tal o horror de sua chegada, que Huan saltou de lado. Sauron, então, atacou Lúthien; e ela desmaiou diante da ameaça do espírito cruel em seus olhos e do vapor imundo de seu hálito. Mas, enquanto ele vinha, ela, ao cair, lançou uma dobra de seu manto escuro diante dos olhos do agressor. E ele tropeçou, pois uma sonolência passageira o acometeu. Então Huan atirou-se. Ocorreu assim a luta entre Huan e o Lobo-Sauron. Os uivos e os latidos ecoaram nas colinas, e os vigias nas muralhas das Ered Wethrin do outro lado do vale ouviram tudo de longe e se admiraram.

Contudo, nem feitiço nem encanto, nem garra nem veneno, nem arte demoníaca nem força animal, nada conseguiu derrubar: Huan de Valinor. E ele pegou o adversário pela garganta e o dominou. Sauron, então, mudou de forma, de lobo para serpente, e de monstro para sua forma costumeira, mas não conseguiu se livrar de Huan sem abandonar totalmente seu corpo.

Para conhecer mais sobre Huan e as suas lutas épicas contra Draugluin e Carcharoth, acesse o link:

http://livroscompipoca.com/introducao/animais-e-monstros/lobos-e-caes-wolfs/

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