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A Menina Que Fazia Nevar de Grace McCleen   Leave a comment

A MENINA QUE FAZIA NEVAR

Sinopse: Todos os dias se parecem na vida que Judith McPherson leva ao lado do pai. Eles têm uma rotina simples e reclusa, numa casa repleta de lembranças da mãe que ela nunca conheceu, e as únicas pessoas com quem convivem são os fiéis da igreja cristã a que pertencem. Judith não tem amigos na escola, onde é alvo de gozações, e para encontrar consolo se refugia no mundo de sucata que construiu em seu quarto. Lá, cada dia é um dia, e a vida pode ser incrivelmente feliz graças a sua imaginação. Basta acreditar que a Terra Gloriosa, como ela chama sua maquete, é realmente o paraíso prometido onde um dia vai viver ao lado da mãe. Aos dez anos, Judith vê o mundo com os olhos da fé, e onde os outros veem mero lixo, ela identifica sinais divinos e uma possibilidade de criar. Assim, constrói bonecos de pano e inventa para eles histórias felizes na Terra Gloriosa. O que nem Judith poderia imaginar é que talvez seu brinquedo seja mais do que uma simples maquete. Pelo menos é o que parece quando ela cobre a Terra Gloriosa de espuma de barbear e a cidade aparece coberta de neve na manhã seguinte. Um pequeno milagre, é assim que ela interpreta esse e outros sinais parecidos. Tão pequeno que muitas pessoas poderiam pensar que não passa de coincidência, mas Judith sabe que milagres nem sempre são grandes, e que reconhecê-los é um dom de poucas pessoas. Longe de ser benéfico, no entanto, esse poder traz consigo uma grande responsabilidade. Afinal, seria certo usar a Terra Gloriosa para se vingar de Neil Lewis, o colega que a maltrata todos os dias na escola?
“A fé é igual à imaginação. Ela vê uma coisa onde não há nada, dá um salto e de repente você está voando.”
Logo que entrei na livraria de cara já me encantei por esse livro, inicialmente pela capa e depois pela sinopse. Esse livro me envolveu tanto, que quando eu percebi já o tinha lido em poucas horas. A escrita de Grace McCleen não só cativa, como encanta o leitor, transbordando coisas belas e apaixonantes. Adorei a narração em 1° pessoa sob a visão de Judith, a autora soube muito bem trabalhá-la sob a perspectiva de uma garotinha de 10 anos – cheia de sonhos, medos e dúvidas.
Judith, uma garota de 10 anos, leva uma vida bem diferente da maioria das outras crianças da sua idade. Ela vive com o pai que a cria sobre uma firme doutrina religiosa e também com a saudade cortante da mãe que morrera ao dar a luz. Sua rotina é simples e as únicas pessoas que ela mantém convivência, são os fieis da igreja, de qual faz parte.
Na escola ela não tem o respeito por nenhum de seus colegas, que faz com que ela vive sofrendo deboches e travessuras por parte de seus colegas. O que faz com que ela crie um mundo só seu no seu quarto, o lugar preferido dela. Lá ela cria uma maquete da cidade utilizando todo tipo de sucata, na qual ela a chama de a Terra Gloriosa.
Judith enxerga com os olhos da fé, algo que é bem incomum na maioria das pessoas. Ela é capaz de identificar sinais divinos e possibilidades por trás. E quando ela resolve espalhar espuma de barbear sobre o seu mundo em miniatura, e sua cidade amanhece coberta de neve, ela chega a conclusão que esse e outros sinais, fazem parte de um pequeno milagre e como nem todos possuem a capacidade de reconhecê-los, muitas vezes, as pessoas podem confundi-los com mera coincidência. Mas o que Judith precisa dar conta, é que esses possíveis milagres nem sempre trazem apenas benefícios, porque por mais que sejam bem intencionados, eles podem resultar em desastres.
Fiquei bastante impressionado com a fé demonstrada pela pequena Judith. Por mais dores que aquela garotinha já trouxesse em seu coração, ela estava disposta sempre a acreditar que tudo poderia melhorar, e, graças a esse otimismo único, tudo começa a mudar na sua vida.
Não dá para não se encantar com o seu encanto e suas descobertas acerca da vida e da esperança. Seus desejos e anseios nada mais são tudo aquilo que uma criança da sua idade merece ter. O drama familiar é muito pesado com a barreira que existe entre ela e seu pai, que acaba sendo o drama central da narrativa e que quando finalmente começa a ser vencida, fez-me sentir muito comovido e emocionado. É certamente o ápice da emoção, e com certeza um dos momentos mais lindos.
O embasamento de religião contido no livro foi vivenciado por Grace em sua infância. Ela usa de uma forma que não afronta as demais religiões e céticos. É uma leitura capaz de agradar a todos, independente do que acreditam ou deixam de acreditar.
O ponto negativo, para mim, ficou co a conclusão da história, pois penso que ficou faltando algumas coisas no ar, alguns personagens mereciam ter um desfecho mais elaborado. A história acabou rápido demais, mas que não tira nem um pouco todo o encanto e o brilho deste romance lindo que merece todo reconhecimento possível daqueles que são capazes de terem seus corações transformados por uma bela história. Eu recomendo com certeza!
Abraços e beijos, Berma! 😉

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Aquele negócio de me amar…   1 comment

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“Ele estava dizendo outras coisas também, mas falava muito rápido e eu ainda estava pensando na primeira coisa que ele tinha dito, aquele negócio de me amar. O que ele falou depois não tinha muita importância.”

A Menina que Fazia Nevar – Grace MacCleen

Mas desfazer as coisas…   Leave a comment

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“Você pode fazer as coisas, mas desfazer as coisas… é um negócio totalmente diferente.”

A Menina que Fazia Nevar – Grace MacCleen

A escuridão me apertou…   Leave a comment

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“… a escuridão me apertou. Ela encheu meu nariz, meus ouvidos e minha boca. Eu quase não conseguia respirar…”

A Menina que Fazia Nevar – Grace MacCleen

Elas riscavam o céu que nem um tipo de chuveiro…   Leave a comment

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“Eu nunca tinha visto tanta estrela  em uma noite só, elas riscavam o céu que nem um tipo de chuveiro (…) Ele me contou que toda estrela era um incêndio e que, mais cedo ou mais tarde, o fogo acabava e a estrela morria, mas, antes disso, o fogo fazia estrelas novas. Falou que elas se acabavam para fazer buracos negros, onde a gravidade é tão forte que nada pode escapar de lá, nem mesmo a luz, então as estrelas eram as coisas mais brilhantes de todas e depois se tornavam a mais escura de todas. Disse que todas aquelas estrelas estavam nascendo e morrendo o tempo todo.”

A Menina que Fazia Nevar – Grace MacCleen

E o ar estava tão frio…   Leave a comment

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“O mundo estava azul e amarelo e brilhava que nem diamante, e o ar estava tão frio que queimava meu nariz. Parecia que tinha desenhado o contorno da montanha com um alfinete. Um sabiá se empoleirou nos galhos da cerejeira e começou a cantar, e as notas esfriavam como gotas de chumbo quando caíam sobre mim.”

A Menina que Fazia Nevar – Grace MacCleen

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