02.O Silmarillion   4 comments

Etapa 02

As histórias relatadas em “Quenta Silmarillion” são para mim umas das mais lindas histórias de Arda e da Terra-Média, realmente um momento espetacular e imensamente rico em história, informações, detalhes que nos levam a amar ainda mais todo esse mundo fantástico de Tolkien.
Vou colocar aqui algumas das passagens que ao meu ver sejam uma das mais importantes e interessantes da história para termos uma ideia de toda essa fase da Terra-Média:
  • A chegada de Melkor e sua Legião à Terra-Média com a construção da grande fortaleza de Utumno (Udun);
  • A criação de “Valinor” e das “Árvores de Valinor“;
  • A criação dos Anões;
  • A criação dos Ents;
  • Melkor, Sauron, Balrogs e a construção de Angband, a segunda fortaleza de Melkor;
  • A criação de Valacirca e a chegada dos Elfos à Terra-Média;
  • A criação dos Orcs;
  • A apariação de Ungoliant e a destruição das Árvores de Valinor;
  • a sequencia é contado toda a história dos elfos, de suas batalhas com os orcs de Melkor, dos primeiros senhores e senhoras dos elfos.

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 Da chegada de Melkor e sua legião à Terra-Média e a construção de Utumno

“Tulkas então adormeceu, exausto e contente, e Melkor acreditou que a sua hora havia chegado. Transpôs as Muralhas da Noite com sua legião e chegou à Terra-média, a distância, no norte, sem que os Valar dele se apercebessem.”

Balrogs

Melkor iniciou então as escavações e a construção de uma enorme fortaleza nas profundezas da Terra, debaixo das montanhas escuras onde os raios de Iluin eram frios e pálidos. Esse reduto foi chamado Utumno. E, embora os Valar ainda nada soubessem a respeito, mesmo assim a perversidade de Melkor e a influência maléfica de seu ódio emanavam de lá, e a Primavera de Arda foi destruída. Os seres verdes adoeceram e apodreceram, os rios foram obstruídos por algas e lodo; criaram-se pântanos, repelentes e venenosos, criatórios de moscas; as florestas tornaram-se sombrias e perigosas, antros do medo; e as feras se transformaram em monstros de chifre e marfim e tingiram a terra de sangue.” (Trecho do Silmarillion)

Utumno - Fortaleza de Melkor - Udun

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 Da criação de “Valinor” e das Árvores de Valinor”

valinor

“Por trás das muralhas das Pelóri, os Valar estabeleceram seu domínio na região chamada Valinor. e ali ficavam suas casas, seus jardins e suas torres. Nesse período seguro, os Valar acumularam enorme quantidade de luz e tudo de mais belo que fora salvo da destruição. E muitas outras coisas ainda mais formosas eles voltaram a criar; e Valinor tornou-se ainda mais bonita que a Terra-média na Primavera de Arda. E Valinor foi abençoada, pois os Imortais ali moravam; e ali nada desbotava nem murchava; não havia mácula alguma em flor ou folha naquela terra; nem nenhuma decomposição ou enfermidade em coisa alguma que fosse viva; pois as próprias pedras e águas eram abençoadas[…]
[…] Naquele momento, os Valar, reunidos para ouvir o canto de Yavanna, estavam sentados, em silêncio, em seus tronos do conselho de Máhanaxar, o Círculo da Lei junto aos portões dourados de Valinor; e Yavanna Kementári cantava diante deles, e eles observavam.
E enquanto olhavam, sobre a colina surgiram dois brotos esguios; e o silêncio envolveu todo o mundo naquela hora, nem havia nenhum outro som que não o canto de Yavanna. Em obediência a seu canto, as árvores jovens cresceram e ganharam beleza e altura; e vieram a florir; e assim surgiram no mundo as Duas Árvores de Valinor. De tudo o que Yavanna criou, são as mais célebres, e em torno de seu destino são tecidas todas as histórias dos Dias Antigos.
Uma tinha folhas verdes-escuras, que na parte de baixo eram como prata brilhante; e de cada uma de suas inúmeras flores caía sem cessar um orvalho de luz prateada; e a terra sob sua copa era manchada pelas sombras de suas folhas esvoaçantes. A outra apresentava folhas de um verde viçoso, como o da faia recém-aberta, orladas de um dourado cintilante. As flores balançavam nos galhos em cachos de um amarelo flamejante, cada um na forma de uma cornucópia brilhante, derramando no chão uma chuva dourada. E da flor daquela árvore, emanavam calor e uma luz esplêndida. Telperion, a primeira, era chamada em Valinor, e Silpion, e Ninquelótë, entre muitos outros nomes; mas Laurelin era a outra, e também Malinalda e Culúrien, entre muitos outros nomes poéticos.” (Trecho do Silmarillion)

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 Da criação dos Anões

“Dizem que no início os anões foram feitos por Aulë na escuridão da Terra-média. Pois, tão grande era o deseja de Aulë pela vinda dos Filhos, para ter aprendizes a quem ensinar suas habilidades e seus conhecimentos, que não se dispôs a aguardar a realização dos desígnios de Ilúvatar. E Aulë criou os anões, exatamente como ainda são, porque as formas dos Filhos que estavam por vir não estavam nítidas em sua mente e, como o poder de Melkor ainda dominasse a Terra, desejou que eles fossem fortes e obstinados. Temendo, porém, que os outros Valar pudessem condenar sua obra, trabalhou em segredo e fez em primeiro lugar os Sete Pais dos Anões num palácio sob as montanhas na Terra-média.” (Trecho do Silmarillion)

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“Como fossem surgir na época em que Melkor prevalecia, Aulë fez os anões resistentes. Por isso, eles são duros como a pedra, teimosos, firmes na amizade e na inimizade, e conseguem suportar fadiga, fome e ferimentos com mais bravura do que todos os outros povos que falam; e vivem muito, bem mais do que os homens, embora não para sempre[…]” (Trecho do Silmarillion)

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 Da criação dos Ents

 “Alegrou-se então Yavanna, e ela se levantou, com os braços esticados para os céus, e disse: – Crescerão muito as árvores de Kementári para que as Águias do Rei possam habitar suas copas!
Manwë, entretanto, também ergueu-se; e ele parecia tão alto, que sua voz descia até Yavanna como se viesse dos caminhos dos ventos.
_ Não, Yavanna, apenas as árvores de Aulë terão altura suficiente. As Águias habitarão as montanhas e ouvirão as vozes daqueles que clamam por nós. Mas nas florestas caminharão os Pastores das Árvores.” (Trecho do Silmarillion)

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Melkor, Sauron, Balrogs e a construção de Angband, a segunda fortaleza de Melkor

“No norte, porém, Melkor aumentava suas forças e não dormia, mas vigiava e trabalhava. Os seres nefastos que ele havia pervertido andavam à solta, e os bosques escuros e sonolentos eram assombrados por monstros e formas pavorosas. E, em Utumno, reuniu ele ao seu redor seus demônios, aqueles espíritos que primeiro lhe haviam sido leais nos seus dias de esplendor e se tornados mais parecidos com ele em sua depravação. Seus corações eram de fogo, mas eles se ocultavam nas trevas, e o terror ia à sua frente, com seus açoites de chamas. Balrogs foram eles chamados na Terra-média em tempos mais recentes. E, naquela época sombria, Melkor gerou muitos outros monstros de variados tipos e formas, que por muito tempo atormentaram o mundo. E o seu reino cada vez mais se espalhava na direção sul, pela Terra-média.
E Melkor construiu também uma fortaleza e arsenal não muito distante do litoral noroeste, para resistir a qualquer ataque que viesse de Aman. Essa cidadela era comandada por Sauron, lugar-tenente de Melkor; e seu nome era Angband.” (Trecho do Silmarillion)

Angband - Fortaleza governada por Sauron

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 Da criação de Valacirca e a chegada dos Elfos à Terra-Média

“Afastou-se então Varda do conselho e olhou das alturas da Taniquetil, contemplando a escuridão da Terra-média, abaixo de inúmeras estrelas, pálidas e esparsas. Começou ela nesse instante um enorme trabalho, a maior de todas as obras dos Valar desde sua chegada a Arda. Apanhou os orvalhos de prata dos tonéis de Telperion e com eles fez estrelas novas e mais brilhantes para a chegada dos Primogênitos. Por isso, ela, cujo nome desde as profundezas do tempo e da construção de Ëa era Tintallë, a Inflamadora, foi mais tarde chamada pelos elfos de Elentári, Rainha das Estrelas. Carnil e Luinil, Nénar e Lumbar, Alcarinquë e Elemmírë ela criou naquela ocasião, e muitas outras das estrelas mais antigas ela reuniu e dispôs como sinais nos céus de Arda: Wilwarin, Telumendil, Soronúmë e Anarríma; e Menelmacar, com seu cinturão cintilante, prenúncio da Última Batalha, que ocorrerá no final dos tempos. E bem alto ao norte, como um desafio a Melkor, ela pôs a balançar a coroa de sete estrelas poderosas, Valacirca, a Foice dos Valar e sinal do destino.

Valacirca

Diz-se que, no momento em que Varda encerrou seus trabalhos, e eles foram demorados, quando Menelmacar foi subindo pelo céu, e a chama azul de Helluin cintilou nas névoas acima dos limites do mundo, nessa hora os Filhos da Terra despertaram, os Primogênitos de Ilúvatar. Perto da lagoa de Cuiviénen, a Água do Despertar, iluminados pelas estrelas, eles acordaram do sono de Ilúvatar. E enquanto permaneciam, ainda em silêncio, junto a Cuiviénen, seus olhos contemplaram antes de mais nada as estrelas dos céus. Por isso, eles sempre amaram o brilho das estrelas, e reverenciam Varda Elentári mais do que qualquer outro Vala.” (Trecho do Silmarillion)

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A criação dos Orcs

“Entretanto, poucos se sabem daqueles infelizes que caíram na armadilha de Melkor. Pois, quem entre os seres vivos, desceu aos abismos de Utumno, ou percorreu as trevas do pensamento de Melkor? É, porém considerado verdadeiro, pelos sábios de Eressëa que todos aqueles quendi que caíram nas mãos de Melkor antes da destruição de Utumno foram la aprisionados,e, por lentas artes de crueldade, corrompidos e escravizados; e assim Melkor gerou a horrenda raça dos orcs, por inveja dos elfos e em imitação a eles, de quem eles mais tarde se tornaram os piores inimigos.” (Trecho do Silmarillion)

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Da apariação de Ungoliant e a destruição das Árvores de Valinor

“[…] Ali, abaixo das muralhas escarpadas das montanhas e junto ao mar frio e negro, as sombras eram as mais profundas e densas do mundo; e ali, em Avathar, em total segredo, Ungoliant havia feito morada. Os eldar nãos sabiam de onde ela teria vindo; mas alguns diziam que, em épocas muito remotas, ela descera da escuridão que cerca Arda, quando Melkor pela primeira vez comtemplara com inveja o reino de Manwë, e que no início ela fora um dos seres que ele corrompera para seu serviço[…]” (Trecho do Silmarillion)
“Numa ravina, morava ela sob a forma de uma aranha monstruosa, tecendo suas teias negras numa fenda nas montanhas. Ali, sugava toda a luz que conseguia encontrar e passava a tecê-la em redes sinistras de uma escuridão sufocante, até que nenhuma luz conseguiu mais chegar à sua morada; e ela estava faminta.
Ora, Melkor chegou a Avathar e a procurou. Assumiu novamente a forma que havia usado como tirano de Utumno: a de um Senhor cruel, alto e terrível. Nessa forma ele permaneceu eternamente. Ali, nas sombras negras, fora do alcance até mesmo dos olhos de Manwë, em seus altos palácios, Melkor tramou sua vingança com Ungoliant (Trecho do Silmarillion)

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 “Diz-se que, no momento em que Fëanor e Fingolfin estavam diante de Manwë, ocorreu a mescla das luzes, quando as duas Árvores brilharam, e a cidade silenciosa de Valmar se encheu de um brilho de ouro e prata. E, naquele mesmo instante, Melkor e Ungoliant atravessaram apressados os campos de Valinor, como a sombra de uma nuvem negra ao sabor do vento que passa veloz sobre a terra ensolarada. E os dois chegaram a colina verde de Ezellohar. Então a Antiluz de Ungoliant subiu até as raízes das Árvores, e Melkor de um salto escalou a colina. E, com sua lança negra, atingiu cada Árvore até o cerne, ferindo todas profundamente. E a seiva jorrou como se fosse seu sangue e se derramou pelo chão. Contudo, Ungoliant tudo sugou; e, indo de uma Árvore a outra, grudou seu bico negro nos ferimentos até que as esgotou. E o veneno da Morte que ela continha penetrou em seus tecidos e as fez murchar, na raiz, no galho, na folha. E elas morreram. E, ainda assim, Ungoliant sentiu sede. Foi até os Poços de Varda, e também os secou. mas Ungoliant arrotava vapores negros enquanto bebia; e inchou tanto, e de forma tão horrenda, que Melkor sentiu medo.” (Trecho do Silmarillion)

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“Abateu-se assim sobre Valinor a grande escuridão. Dos feitos daquele dia, muito está relatado em Aldudénië, que Elemmírë dos vanyar compôs e é conhecido de todos os eldar. No entanto, nenhuma canção ou história poderia conter toda a dor e o terror que se sucederam. A Luz desapareceu; mas a Escuridão que se seguiu era mais do que falta de luz. Naquela hora, criou-se uma Escuridão que parecei se não uma falta, mas um ser provido de existência própria: pois ela era, na realidade, feita de maldade a partir da luz, e tinha o poder de penetrar no olho, de entrar no coração e na mente, e sufocar a própria vontade.” (Trecho do Silmarillion)

 

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As primeiras histórias dos elfos na Terra-média

 Antes de Melkor e Ungoliant destruírem as Árvores de Valinor, Fëanor lapida os Silmarils, gemas ou jóias onde Fëanor coloca neles a luz das Árvores de Valinor. No entanto elas acabam se tornado o motivo da ruína de Fëanor, trazendo graves consequências para a sua casa.

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Fëanor acaba fraquejando diante das intrigas de Melkor e entra em conflito com seu meio irmão Fingolfin, sendo assim julgado pelos Valar e condenado ao degredo de Formenos.

Feanor e Fingolfin

Após a destruição das Árvores de Valinor, todos são convidados para o Círculo da Lei onde Yavanna propõe que se salve o que resta das Árvores utilizando a luz dos Silmarils, mas Fëanor se opõe, e, enquanto discutem essa questão, Melkor ataca Formenos , mata Finwë (Pai de Fëanor) e rouba os Silmarils.  Então Fëanor, com ódio no coração, instiga a fuga dos Noldor de Aman, para uma caçada em busca de recuperar as jóias, obrigando a seus filhos fazerem junto com ele um juramento de perseguir qualquer Valar, elfo ou homem que detiver os Silmarils.

Juramento de Feanor

Finarfin e Fingolfin seguem Fëanor na sua fuga de Aman e, no caminho, acabam atacando os Teleri (Irmãos elfos) para lhes roubar navios e assim atravessarem o Grande Mar.

Aqualonde

Com a matança dos Teleri em Alqualondë, Finarfin abandona Fëanor e volta para Tirion. Essa matança, juntamente com o furamento acaba atraindo para Fëanor e seus filhos A maldição de Mandos:

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 Fëanor chega aos confins gelados do norte de Aman e tem que decidir entre atravessar o Grande Mar com os navios (Mas não têm navios para todos) ou tentar a passagem por Helcaraxë, uma terra gelada e desértica. Então ele foge para a Terra-média apenas com os seus mais confiáveis levando os barcos e queimando-os ao chegar na Terra-média, deixando os demais para trás, Fingolfin e os seus elfos.

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 Fingolfin, seus filhos e os filhos de Finarfin, resolvem atravessar o extremo gelo de Helcaraxë, até chegarem ao estreio que o liga à Terra-média, onde acabam perdendo muitos elfos nessa travessia.

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Enquanto isso na Terra-média, os orcs de Melkor se multiplicavam e ameaçavam as terras de Beleriand, governadas pelo Rei Thingol, casado com a Maia Melian, que através do seus poderes criou uma cerca mágica  para proteção de Doriath.

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Mas fora do Cinturão de Doriath se deu a Primeira Batalha das Guerras de Beleriand, em Amon Ereb, onde os Sindar enfrentaram os orcs e, apesar da derrota dos orcs, ali pereceu Denethor, rei dos Nandor (Elfos de Ossiriand).

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Telperion, antes de morrer, produziu uma flor de prata, e Laurelin, um fruto de ouro, onde os Vala, para tentar combater a escuridão de Melkor, colocam em dois barcos e escolhe dois Maias para dirigir cada um deles. O caçador Tilion passou a conduzir Isil (A Lua) e a donzela Arien passou a conduzir Anar (O Sol), que começaram a partir daí iluminar toda Arda e a Terra-média. Quando surge pela primeira vez o Sol, despertam na Terra-média os Homens, na região de Hildórien.

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Ao desembarcarem na Terra-média, os Noldor, guiados por Fëanor, dirigem-se ao lago Mithrim e lá são atacados pelo exército de orcs, que Melkor enviou assim que viu as chamas dos barcos que queimaram. Assim os elfos vencem  a batalha de Dagor-nuin-Giliath (Batalha das Estrelas), a Segunda Batalha das Guerras de Beleriand.

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Saindo em perseguição aos orcs sobreviventes Fëanor se distancia do grupo e é atacado pelos Balrogs, que ferem gravemente, vindo a morrer em Eithel Sirion.

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Maedhros, primogênito de Fëanor, é atraído para uma cilada de Melkor onde é capturado e pendurado pelas mãos nas montanhas Thangorodrim. Fingolfin chega a Terra-Média e Fingon, apesar da inimizade dos filhos de Fëanor, sai para salvar seu amigo, onde ele é obrigado a cortar a sua mão para tirar-lhe da corrente e ambos são salvos pelo Rei das Águias, Thorondor.

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Galadriel (Filha de Finarfin) viaja com Turgon e Finrod por Beleriand conhecendo assim Doriath, onde lá se apaixona por Celeborn, onde eles se casam.

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Turon constrói uma cidade fortaleza semelhante a Tirion chamada Gondolin.

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Uma nova invasão dos orcs ocorre quando Morgoth (Melkor) pensa que os Noldor estão muito distraídos com viagens, no entanto, os orcs são novamente derrotados pelas forças de Fingolfin na batalha de Dagor Aglareb (Batalha Gloriosa), Terceira Batalha das Guerras de Beleriand.

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Durante os 400 anos que se seguiram após a batalha de Dagor Aglareb, ocorreu apenas uma única força enviada por Morgoth, que foi o dragão Glaurung, que assustou os elfos mas fugiu diante dos arqueiros de Fingon, pois sua carapaça ainda não estava completa. E Morgoth se arrependeu de revelar seu dragão antes do tempo.

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Da chegada dos homens à Terra-média

Trezentos anos após a chegada dos Nolfor à Terra-média, Finrod Felagund, viajando por Ossiriand, encontra pela primeira vez os homens. Beor, o velho, e seu povo, passam a seguir Fealgund. Depois vieram as outras casas dos homens e foram se espalhando por toda a Beleriand, fazendo amizades com os elfos.
“Passados mais de trezentos anos da vinda dos noldor para Beleriand, nos dias da Longa Paz, Finrod Felagund, senhor de Nargothrond, passeava a leste do Sirion e fora caçar com Maglor e Maedhros, filhos de Fëanor. Cansou-se, porém, da caçada e prosseguiu sozinho na direção das montanhas de Ered Lindon, que via cintilando ao longe. Tomando a Estrada dos Anões, atravessou o Gelion no Vau de Sarn Athrad e, voltando-se para o sul e cruzando o curso superior do Ascar, chegou ao norte de Ossiriand.
Num vale em meio aos contrafortes das montanhas, abaixo das fontes de Thalos, viu luzes à noite e ouviu mais ao longe o som de cantos. Com isso ficou muito admirado, pois os elfosverdes daquela terra não acendiam fogueiras, nem cantavam à noite. De início, temeu que um ataque de orcs tivesse atravessado o Cerco do Norte; mas, à medida que se aproximava, viu que não se tratava disso, pois os cantores usavam uma língua que nunca ouvira antes, nem de anões, nem de orcs. Felagund, então, parado em silêncio na sombra noturna das árvores, olhou para o acampamento lá embaixo e avistou um povo estranho.
Ora, eles pertenciam à família e aos seguidores de Bëor, o Velho, como ele mais tarde foi chamado, um líder entre os homens. Passadas muitas vidas vagando para sair do leste, ele os conduzira afinal através das Montanhas Azuis, os primeiros da raça dos homens a entrar em Beleriand. E cantavam porque estavam felizes, e acreditavam ter escapado de todos os perigos, tendo chegado finalmente a uma terra sem medo Por muito tempo, Felagund os observou, e o amor por eles brotou em seu coração; mas ele continuou escondido nas árvores até que todos estivessem dormindo. Seguiu então para o meio dos adormecidos e se sentou ao lado da fogueira que se apagava, por ninguém vigiada. Apanhou uma harpa tosca que Bëor deixara de lado e começou a tocar música tal como nunca chegara aos ouvidos dos homens; pois eles ainda não tinham mestres na arte, a não ser os elfosescuros
das terras ermas. 
Ora, os homens acordaram e escutaram Felagund, que tocava harpa e cantava, e cada qual julgou estar tendo um sonho agradável, até perceber que seus companheiros também estavam acordados a seu lado. A beleza da música e o encanto dos versos eram tais, que ninguém falou nem se mexeu enquanto Felagund tocava. Havia sabedoria nas palavras do Rei élfico, e os corações que o ouviam tornavam-se mais sábios Pois os fatos sobre os quais cantava, a criação de Arda, a bem-aventurança de Aman para além das sombras do Mar, chegavam aos olhos dos homens como visões nítidas, e o idioma élfico era interpretado em cada mente de acordo com sua capacidade.

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Foi assim que os homens chamaram o Rei Felagund, que foi o primeiro dos eldar que conheceram, de Nóm, ou seja, Sabedoria, na linguagem daquele povo; e, por causa dele, chamaram seu povo de nómin, os Sábios. Na verdade, a princípio, eles acreditaram que Felagund fosse um dos Valar, de quem tinham ouvido rumores de que moravam longe no oeste. E essa seria (há quem diga) a causa de sua viagem. Felagund, porém, permaneceu com eles e lhes ensinou o verdadeiro conhecimento. Eles o amaram e o aceitaram como senhor, sendo para sempre leais à Casa de Finarfin.” (Trecho de Silmarillion)
No ano de 455 da chegada de Fingolfin à Beleriand, Morgoth resolve romper o cerco que os elfos e os homens haviam formado sobre ele e destruir os Noldor e homens fiéis a eles. Dá-se então a quarta batalha das Guerras de Beleriand, a Dagor Bragollach (Batalha da Chama Súbita), onde, do alto das torres de Thangorodrim, Morgoth derrama um fogo que destrói toda a planície de Ard-Galen, envia Glaurung seguido de um exército de Orcs liderados por Balrogs, que destroem Dorthonion. Nessa batalha morrem os senhores elfos Angrod e Aegnor, e o senhor da casa de Bëor, Bregolas. Finrod quase cai em frente a hoste de Morgoth, mas é salvo com a chegada dos homens de Barahir.

Dagor Bragollach

Fingolfin então, rebe a notícia da derrota dos elfos na batalha e resolve partir sozinho para as portas de Angband para desafiar Morgoth para um duelo.

Luta entre Fingolfin e Morgoth

“Ora, chegaram notícias a Hithlum de que Dorthonion estava perdida, os filhos de Finarfin, derrotados, e os filhos de Fëanor, expulsos de suas terras. Fingolfin então contemplou (como lhe parecia) a total destruição dos noldor, e a derrota irremediável de todas as suas casas. E, cheio de cólera e desespero, montou em Rochallor, seu cavalo magnífico, e partiu sozinho, sem que ninguém pudesse contê-lo. Passou por Dor-nu-Fauglith como um vento em meio à poeira; e todos os que viram sua investida fugiram assustados, acreditando que o próprio Oromë chegara. Pois ele fora dominado por uma loucura furiosa, tal que seus olhos brilhavam como os olhos dos Valar. Assim, chegou sozinho aos portões de Angband, fez soar sua trompa e golpeou mais uma vez as portas de bronze, desafiando Morgoth a se apresentar para um combate homem a homem. E Morgoth veio. Essa foi a última vez naquelas guerras em que ele atravessou as portas de seu reduto; e o que se diz é que não aceitou o desafio de bom grado.
Pois, embora seu poder fosse maior que tudo o que existe no mundo, ele era o único dos Vaiar que conhecia o medo. Agora, porém, não podia fugir ao desafio diante de seus capitães. Pois as rochas reverberavam com a música aguda da trompa de Fingolfin, sua voz chegava clara e nítida às profundezas de Angband, e Fingolfin chamava Morgoth de covarde e de senhor de escravos. Por isso, Morgoth veio, subindo lentamente de seu trono subterrâneo, e o ruído de seus passos era como trovões no seio da terra. E se apresentou trajando uma armadura negra. Parou diante do Rei como uma torre, com sua coroa de ferro. E seu enorme escudo, negro sem brasão, lançava uma sombra como uma nuvem de tempestade. Fingolfin, entretanto, cintilava dentro da sombra como uma estrela; pois sua malha era recoberta de prata, e seu escudo azul era engastado com cristais. E ele sacou sua espada Ringil, que refulgia como o gelo.

Fingolfin

Morgoth então ergueu bem alto Grond, o Martelo do Mundo Subterrâneo, e o fez baixar como um raio. Fingolfin, porém, deu um salto para o lado, e Grond abriu um tremendo buraco na terra, de onde jorraram fumaça e fogo. Muitas vezes Morgoth tentou esmagá-la, e a cada vez Fingolfin escapava com um salto, como o relâmpago que sai de uma nuvem escura. E fez sete ferimentos em Morgoth; e sete vezes Morgoth deu um grito de agonia, com o que os exércitos de Angband se prostraram no chão, aflitos, e os gritos ecoaram pelas terras do norte.
Mas, por fim, o Rei se cansou, e Morgoth o empurrou para baixo com o escudo. Três vezes, Fingolfin foi esmagado até se ajoelhar, e três vezes ele se levantou portando seu escudo quebrado e seu elmo amassado. Entretanto, a terra estava toda esburacada e rasgada ao seu redor, e ele tropeçou e caiu para trás aos pés de Morgoth. E Morgoth pôs o pé esquerdo sobre o pescoço de Fingolfin; e o peso era o de uma colina desmoronando. Contudo, num golpe final e desesperado, Fingolfin lhe cortou o pé com Ringil, e o sangue jorrou negro e fumegante, enchendo os buracos feitos por Grond. Assim morreu Fingolfin, Rei Supremo dos noldor, o mais altivo e destemido dos Reis élficos de outrora. Os orcs não se vangloriaram desse duelo junto aos portões. Nem os elfos cantam esse feito, pois é por demais profunda sua dor.” (Trecho de Silmarillion)

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Durante a Batalha de Dagor Bragollach, Barahir e os homens da sua casa foram atingidos pelas tropas de Morgoth e Sauron, onde as suas mulheres e crianças fugiram para a floresta de Brethil e Dor-Lómim (Entre elas estava Morwen, filha de Baragund, neta de Bregolas e bisneta de Bregor). Barahir permaneceu em Dorthonion com seus homens, e foram perseguidos pelos orcs até restarem apenas 12 (Entre eles estava Beren, filho de Barahir). Os 12 ficaram vagando sem rumo na tentativa de defender o que antes eram seus.
Também foi na Batalha de Dagor Bragollach que Húrin e Huor, filhos de Galdor, ainda muito jovens, foram cercados no norte da floresta de Brethil e quase foram mortos, sendo salvos por Thorondor, que os levou até Gondolim, onde viveram por um ano. Sete anos após a batalha, Húrin se torna senhor de Dor-Lómim, casando-se com Morwen. Eles têm dois filhos, Túrin e Urwen, mas a última morre ainda criança vítima da peste que desceu das Thangorodrim.
Aqui começa ser contada a história de Beren e Lúthien, descrita em “O Silmarillion” e cantada na “Balada de Leithian”, A Libertação do Cativeiro. Esse é um dos poemas mais lindos de Tolkien, que pode ser encontrado na sua versão original na série HoME: The Lays of Beleriand.

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Os que conhecem a história vão se recordar que em Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel, que Aragorn canta uma passagem desse poema para os Hobbits durante a jornada a Imladris. Aragorn canta e diz que “isso é uma pequena parte de uma canção muito maior” antes de mandarem os pequeninos dormirem.
Segue abaixo um comentário de C.S.Lewis (Escritor de “As Crônicas de Nárnia” e amigo de Tolkien) que ele fez ao ler o poema:
“…sentei-me tarde ontem à noite e li a Aventura até onde Beren e os seus aliados elfos derrotam os orcs acima das nascentes do Narog e se disfarçam no rëaf (do inglês antigo: vestimentas e armas tiradas dos mortos). Eu posso dizer muito honestamente que havia passado muito tempo desde que eu tive uma tarde tão deliciosa: e o interesse pessoal de ler o trabalho de um amigo teve muito pouco a ver com isso. Eu teria gostado igualmente se a tivesse comprado numa livraria, feita por um autor desconhecido. As duas coisas que se destacam são o sentido de realidade no segundo plano e o valor mítico: a essência de um mito é que não deve ter nenhum gosto de alegoria para o criador e no entanto deverá sugerir alegorias incipientes ao leitor…”
 Gorlim era um dos 12 homens sobreviventes liderados por Barahir, e ele havia perdido a sua esposa na invasão dos Orcs. Não conseguindo suportar a perda da esposa ele voltava várias vezes para a sua casa na esperança de encontrá-la lá a sua espera.
Sauron, que estava à procura dos sobreviventes foi informado pelos seus espiões das visitas de Gorlim à sua casa, e, em um dia, ele prepara uma armadilha e captura Gorlim.
Gorlim então é torturado e, após Sauron lhe fazer uma promessa mentirosa que poderia lhe devolver a sua esposa, ele revela ao inimigo o local do esconderijo de Barahir e seus homens. Sauron então mata Gorlim, e envia seus orcs para o local revelado e mata Barahir e seus homens.
O único sobrevivente é Beren, filho de Barahir, que havia sido enviado em uma missão por seu pai e não estava no acampamento no momento do ataque. Beren então vai ao encalço dos orcs e captura a mão do pai que estava com um dos orcs, recuperando assim o anel de Felagund. Ele foge então por caminhos horríveis até chegar nas fronteiras de Doriath, terras de Thingol, Melian e Lúthien.
Beren e Lúthien então se encontram e se apaixonam, mas Thingol, por não admitir perder a filha, promete entregá-la a Beren somente se ele conseguir lhe trazer um dos Silmarils da coroa de Morgoth.

Encounter_of_Beren_and_Luthien_by_GustavoMalek

Beren então viaja para Nargothrond  para se aconselhar com Finrod, que impulsionado pelo juramento de Fëanor e seus filhos, resolve ajudar Beren nessa missão. No entanto, apenas 10 elfos decidem acompanhá-los , e, disfarçados de orcs eles chegam até Tol sirion, onde são capturados por Sauron, após um duelo com Finrod. Eles então são capturados  e sendo mortos uma a um nos calabouços, até que ficam vivos somente Finrod e Beren. Finrod então é morto defendendo Beren em uma luta contra um dos lobos de Sauron.

finrod_death

Então Lúthien, após uma visão, parte para Nargothrond em busca de ajuda, mas Celegorm se apaixona por ela a a prende impedindo-a de seguir até Beren. Mas Huan, o cão de caça vindo de Valinor, a salva e juntos partem para encontrar Beren.

Ebe_Huan_finds_Luthien

Lúthien e Huan chegam então às portas de Tol-in-Gaurhoth, e Sauron envia Drauglin (O pai dos lobos) junto com seus lobos para atacá-los, mas Huan mata todos eles. Sauron então, em forma de lobo, ataca ele mesmo Huan, mas acaba sendo preso pelo cão de caça de Valinor e se rende, entregando então Tol-in-Gaurhoth e fugindo de lá.

Ted_Nasmith_-_Huan_Subdues_Sauron

Os elfos que estavam presos presos em Tol-in-Gaurhoth fogem então de volta para Nargothrond contando toda a história da morte heróica de Finrod e da vitória de Lúthien e Huan sobre Sauron. Assim, a traição de Celegorm e Curufin é revelada e ambos fogem de Nargothrond. No entanto, no caminho eles encontram Beren e Lúthien, e Celegorm captura Lúthien e Curufin tenta matar Beren, mas Huan salva a ambos. Na luta Beren é ferido e curado por Lúthien.
Então Beren deixa Lúthien em Doriath e vai atrás da Silmatil. Mas Lúthien não aceita ficar para trás e, junto com Huan, encontra seu amado em Dorthonion, e juntos, disfarçados de lobo e morcego, chegam às portas de Angband, que está sendo vigiada pelo mais feroz lobo de de Morgoth, Carcharoth. Lúthien então joga sobre ele um encanto que o faz dormir, conseguindo assim passar por ele e chegar até o trono de Morgoth junto com Beren.
Lúthien então, joga sobre Morgoth outro encantamento fazendo também dormir que, ao cair, deixa a sua coroa sair de sua cabeça, onde Beren consegue assim retirar uma dos Silmarils e os dois fogem.

luthien_and_morgoth

Quando ambos chegam às portas de Angband Carchartoh acorda do encantamento e os ataca, comendo a mão de Beren que segurava a Silmaril. Então suas entranhas começa a queimar e ele sai como um lobo louco correndo de Angband.

Cães e Lobos - Carcharoth (Lobo de Melkor) 02

Enquanto o lobo insano de Morgoth foge Thorondor e suas águias salvam Lúthien e Beren e os levam até Doriath. E Thingol, ao saber da aventura concede a Beren a mão de Lúthien. Mas, após alguns dias, Carcharoth, ainda desvairado com a Silmaril em suas entranhas, chega até Doriath amedrontando todos ali. Thingol então, junto com Beren e Lúthien, e também alguns de seus cavaleiros, resolve ir a sua caça do lobo.
Carcharoth então ataca o rei de surpresa, mas Beren o defende e acaba se de ferido pelo lobo negro. Então Huan surge e trava uma batalha épica com Carcharoth, onde o lobo de Morgoth é morto mas também fere mortalmente o cão caçador de Valinor que acaba falecendo ali. Thingol então arranca a Silmaril do cadáver do lobo e o entrega nas mãos de Beren que acaba morrendo em Doriath junto com sua amada Lúthien.

Cães e Lobos - Huan (Cão de Valinor) 03

Lúthien em Beren vão para as mansões de Mandos e lá, o Valar concede a Lúthien a opção de ficarem nas suas mansões ou voltarem. Lúthien então escolhe voltar à Terra-média e viver como mortal ao lado do seu amado Beren. Eles então resolvem viver isolados na ilha de Tol Galen em Beleriand, e ali nasce Dior Aranel, o herdeiro de Thingol. E assim termina a a história de Beren e Lúthien.
Então essa derrota de Morgoth para Beren e Lúthien se espalha e Maedhros vendo que o Valar maligno é vulnerável planeja um ataque em massa para obter a vingança dos Noldor. Ele então recebe apoio dos seus irmãos em Himring, Fingon, que marchará desde Hithlum, dos homens de Dor-Lómin e de Brethil e dos ananos de Belegost e Nogrod. Também se juntam a ele os homens orientais que chegaram depois a Beleriand, comandados por Uldor.
Dá-se então a quinta batalha das Guerras de Beleriand, chamada de Nirnaeth Arnoediad (Lágrimas Inumeráveis). Morgoht, que de ingênuo não tem nada, sabendo de antemão dos planos de Maedhros, consegue atrair a força dos Noldor para campo aberto, matando e esquartejando o irmão de Gwidor, que estava prisioneiro em Angband. Assim Gwidor avança com toda a ira contra os orcs seguido pelos Noldor, e conseguem chegar até os portões de Angband, mas lá são derrotados pelas forças de Morgoth até então não reveladas e pela força de Glaurung. Gwidor então é derrotado e feito prisioneiro.

Nirnaeth Arnoediad

Após 06 dias de batalha, Tungor surge com sua hoste de guerreiros elfos vindos de Gondolim, mas com a traição dos homens orientais, que já estavam mancomunados com Morgoth, os elfos são derrotados pelos orcs e balrogs liderados por Glaurung. Turgon então retira suas forças da batalha e volta para a fortaleza oculta de Gondolim enquanto tem sua retaguarda protegida por Húrin e Huor, que ficam para trás com a intensão de segurar as forças de Morgoth. Húrin então e derrotado e deito prisioneiro de Morgoth, começando aí a história dos filhos de Húrin, mas essa história será contada no próximo item da leitura.
Aqui termina então a grande batalha de Nirnaeth Arnoediad ondeos elfos, homens e ananos são massacrados pelas forças de Morgoth fazendo com que a Terra-média caia em uma escuridão tremenda, com as forças de Morgoth patrulhando as terras em busca dos seus inimigos fugitivos, principalmente de Turgon.

publicado em 27/01/2015 por Berma

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