01.O Silmarillion   5 comments

Etapa 01

Nestes dois primeiros capítulos de “O Silmarillion” Tolkien, de maneira muito bela, nos conta como foi a criação do mundo, dos Valar (Espíritos angélicos de hierarquia superior), dos Maiar (Espíritos angélicos de hierarquia inferior), da escuridão trazida por Melkor, relatando como foi o início da dessa fantástica Terra Média, onde ocorre todas as batalhas épicas que nos fizeram apaixonar pelas obras de Tolkien.
Tolkien nos apresenta a Ilúvatar, Senhor criador de tudo, aos Valar, as Valier e aos Maiar. Nesse trecho também descobrimos como os Valar ajudaram na criação do mundo e como eles partiram para viver nesse mundo após a sua criação.

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 ILÚVATAR

Aqui conhecemos também Melkor, ou Morgoth como é conhecido pelos elfos, que era o mais forte de todos os Valar, mas por sua arrogância, ganância e vaidade acabou enchendo seu coração de ódio, indo para o lado da escuridão, se tornando assim, o grande inimigo dos Valar nesse inicio de mundo.
Segue abaixo um pequeno trecho de “O Silmarillion” onde narra como Ilúvatar e os Valar criam Ëa através da “AINULINDALË“, a Música dos Ainur.

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“Havia Eru, o Único, que em Arda se chama Ilúvatar; ele fez primeiro os Ainur, os Sagrados, que eram filhos do seu pensamento e que estiveram com ele antes de alguma coisa mais ser feita. E falava-lhes, propondo-lhes temas de música; e eles cantavam perante ele, que ficava satisfeito. Mas, durante muito tempo, cantavam só um de cada vez, ou poucos juntos, enquanto os restantes escutavam, pois cada um compreendia apenas aquela parte da mente de Ilúvatar donde proviera e só lentamente ia compreendendo os seus irmãos. No entanto, todas as vezes que escutavam, adquiriam uma compreensão mais profunda, e a sua unissonância e harmonia aumentavam.
E veio a acontecer um dia que Ilúvatar reuniu todos os Ainur e lhes comunicou um tema portentoso, mostrando-lhes coisas maiores e mais maravilhosas do que até então lhes revelara; e a glória do seu começo e o esplendor de seu fim de tal modo maravilharam os Ainur que eles se curvaram diante de Ilúvatar e ficaram silenciosos.
Então, Ilúvatar disse-lhes: “Do tema que vos anunciei quero agora que façais juntos, em harmonia, uma grande música. E, como acendi em vós a chama imperecível, demonstrareis os vossos poderes no adorno deste tema, cada um com os seus próprios pensamentos e engenho, se assim quiser. Mas eu ficarei sentado e escutarei e feliz me sentirei por, através de vós, grande beleza ter despertado num canto.”
Então as vozes dos Ainur, traduzidas por harpas e alaúdes, flautas e trompas, violas e órgãos e por incontáveis coros cantando com palavras, começaram a moldar o tema de Ilúvatar numa grande música; e ergueu-se um som de intermináveis e intermutáveis melodias entretecidas em harmonia, um som que, ultrapassando o ouvido, se propagou às profundidades e às alturas, e os lugares de habitação de Ilúvatar encheram-se a transbordar, e a música e o eco da música chegaram ao vazio, que deixou de ser vazio. Jamais desde então fizeram os Ainur qualquer música como essa, embora tenha sido dito que outra ainda mais grandiosa será ouvida perante Ilúvatar pelos coros dos Ainur e pelos filhos de Ilúvatar depois do fim dos dias. Então, os temas de Ilúvatar serão tocados corretamente e assumirão um ser no momento da sua expressão, pois todos compreenderão totalmente a intenção dele na sua parte e cada um terá a compreensão de cada qual, e Ilúvatar, satisfeito, dará aos pensamentos deles o fogo secreto.
Mas, desta vez, Ilúvatar sentou-se a escutar e durante muito tempo achou bem, pois não havia erros na música. Mas à medida que o tema se desenvolvia, entrou no coração de Melkor a vontade de entretecer nele assuntos da sua própria imaginação que não estavam de acordo com o tema de Ilúvatar, pois procurava, assim, aumentar a força e a glória da parte que lhe fora destinada. A Melkor, entre os Ainur, tinham sido dados os maiores dons do poder e conhecimento, e ele compartilhava de todos os dons dos seus irmãos. Fora muitas vezes sozinho aos lugares vazios à procura da flama imperecível, pois crescia, ardente, nele o desejo de dar vida a coisas suas e parecia-lhe que Ilúvatar não pensava no vazio e estava impaciente com esta vacuidade. Contudo, não encontrou o fogo, pois ele estava com Ilúvatar. Mas, sozinho, começara a conceber pensamentos próprios, diversos dos seus irmãos.
Alguns desses pensamentos entreteceu agora na sua música e imediatamente houve dissonância à sua volta; muitos que cantavam perto dele ficaram desanimados, e o seu pensamento foi perturbado e a sua música vacilou; mas alguns começaram a afinar a sua música pela dele em vez de ser pelo pensamento que tinham ao princípio. Então a desafinação de Melkor alastrou ainda mais, e as melodias antes ouvidas soçobraram num mar de turbulento som. Mas Ilúvatar continuou sentado e a ouvir até parecer que à volta do seu trono havia uma tempestade violenta, como de águas escuras que se guerreavam entre si numa fúria infinita, que não se apaziguava.
Então Ilúvatar levantou-se e os Ainur perceberam que sorria; e ergueu sua mão esquerda e um novo tema começou no meio da tormenta, igual ao tema anterior e, todavia, diferente, e ganhou força e nova beleza. Mas a desafinação de Melkor ergueu-se num clamor e contendeu com ele, e houve de novo uma guerra de som mais violenta do que antes, até muitos dos Ainur ficarem assombrados e não cantarem mais e Melkor a ficar com a supremacia. Ilúvatar voltou a levantar-se e os Ainur perceberam que o seu rosto estava severo; levantou a mão direita e – pasmai! – no meio da confusão surgiu um terceiro tema, que era diferente dos outros, pois parecia ao princípio suave e doce, um mero ondular de brandos sons em delicadas melodias, mas não podia ser estancado e revestiu-se de força e profundidade. E pareceu, por fim, que duas músicas progrediam ao mesmo tempo diante do trono de Ilúvatar e estavam em absoluta discordância. Uma era profunda, vasta e bela, mas lenta e impregnada de incomensurável mágoa, donde provinha principalmente a beleza. A outra, entretanto atingira uma unidade própria, mas era ruidosa, presunçosa e infindávelmente repetida, e tinha pouca harmonia, mas antes um clamoroso uníssono como de muitas trompas a estrondear com poucas notas. E tentava afogar a outra música com a violência da sua voz, mas parecia que as suas notas mais triunfantes eram absorvidas por aquela e entretecidas no seu próprio e solene padrão.
No meio da contenda, em que as mansões de Ilúvatar estremeceram e um tremor percorreu os silêncios ainda não perturbados, Ilúvatar levantou-se uma terceira vez e o seu rosto era terrível de se ver. Então levantou ambas as mãos e, num acorde mais profundo que o abismo, mais alto do que o firmamento e penetrante como a luz dos olhos de Ilúvatar, a música cessou. Então, Ilúvatar falou e disse: “Poderosos são os Ainur e o mais poderoso dentre eles é Melkor; mas, para que ele saiba, e todos os Ainur, que sou Ilúvatar, as coisas que cantastes vos mostrarei, para que possais ver o que fizestes. E tu, Melkor, verás que nenhum tema pode ser tocado se não tiver a sua suprema fonte em mim, nem pode ninguém modificar a música a despeito meu. Pois aquele que o tentar apenas provará ser meu instrumento na invenção de coisas mais maravilhosas que ele próprio não imaginara”.
Então, os Ainur tiveram medo e não compreenderam ainda as palavras que ouviram; e Melkor ficou cheio de vergonha, da qual nasceu secreta cólera. Mas Ilúvatar ergueu-se em esplendor e partiu das belas regiões que fizera para os Ainur, e os Ainur seguiram-no. Mas quando chegaram ao vazio, Ilúvatar disse-lhes: “Olhai a vossa música!” E mostrou-lhes uma visão, dando-lhes vista onde antes houvera só ouvido; e viram um mundo novo, tornado visível para eles, um mundo feito globo no meio do vazio e nele sustentado, mas que não era parte dele. E, enquanto olhavam e se maravilhavam, esse mundo começou a desenrolar a sua história e pareceu-lhes que vivia e crescia. E, quando os Ainur tinham olhado um bocado e estavam silenciosos, Ilúvatar repetiu: “Olhai a vossa música! Esta é a vossa arte de menestréis; e cada um de vós achará aqui contido, entre o desígnio que vos apresentei, todas aquelas coisas que lhe podem parecer terem sido por ele próprio inventadas e acrescentadas. E tu, Melkor , descobrirás todos os pensamentos secretos da tua mente e compreenderás que são apenas parte do todo e tributários da sua glória.”
E muitas coisas Ilúvatar disse aos Ainur nessa ocasião, e por causa da sua memória das palavras ouvidas e do conhecimento que cada um tem da música que ele próprio fez, os Ainur sabem muito do que foi e é e será, e poucas coisas há que não vejam. No entanto, algumas coisas há que não podem ver, nem sozinhos nem formando conselho juntos, pois a ninguém, além de si mesmo, revelou Ilúvatar tudo quanto tem de reserva, e em cada era surgem coisas que são novas e não se podem prenunciar, pois não provêm do passado. E foi assim que, ao ser-lhes mostrada esta visão do mundo, os Ainur viram que continha coisas que eles não tinham pensado. E viram com espanto a vinda dos filhos e a habitação que estava preparada para eles e perceberam que eles próprios, no labor da sua música, tinham estado atarefados com a preparação dessa habitação, e, contudo, não sabiam que tinha algum propósito além da sua própria beleza, pois os filhos de Ilúvatar só por ele eram imaginados; vieram com o terceiro tema e não constavam do tema proposto por Ilúvatar ao princípio, e nenhum dos Ainur participara na sua criação. Portanto, quando os olharam, mais os amaram, por serem coisas diversas deles próprios, estranhas e livres, em que viam a mente de Ilúvatar de novo modo refletida, e aprenderam um pouco mais da sua sabedoria, que de outra maneira estivera escondida até dos Ainur.”
Coloquei aqui também um vídeo muito legal da “Música dos Ainur” mostrando de forma bem legal a criação de Ëa:

 

Quero apresentar aqui cada um dos Valar e Maiar com as suas respectivas descrições retiradas de “O Silmarillion“, sendo que encontrei vários tipos de imagens para retratá-los, onde acabei optando por uma versão mais clássica, que se parecem muito com as imagens cristãs de Cristo e seus apóstolos, até mesmo para destacar com isso, a grande influência do cristianismo na obra de Tolkien:

VALAR

Manwë: Senhor dos Ares, significa “Abençoado”, em quenya, do “man” que significa “bom, abençoado ou imaculado”. Ele que deriva de Manawenuz, seu nome em Valarin. Súlimo é o seu outro nome e refere-se ao vento do soprador. Em sindarin era chamada Aran Einior, “Velho Rei”, e adûnaico de Amân.

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“Manwë tem a maior estima de Ilúvatar e compreende com mais clareza seus objetivos. Ele foi designado para ser, na plenitude do tempo, o primeiro de todos os Reis: senhor do reino de Arda e governante de todos os que o habitam. Em Arda, seu prazer está nos ventos e nas nuvens, e em todas as regiões do ar, das alturas às profundezas, dos limites mais remotos do Véu de Arda às brisas que sopram nos prados. Súlimo é seu sobrenome, Senhor do Alento de Arda. Ele ama todas as aves velozes, de asas fortes; e elas vão e vêm, atendendo às suas ordens.” (Trecho de O Silmarillion)

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 Varda: Varda Elentári a Inflamadora, é o nome da esposa de Manwë, com quem viveu na Taniquetil. É a maior entre as Valië. Também chamada “a Exaltada”, “a Altiva”, ou “Senhora das Estrelas“. Os outros nomes de Varda, enquanto criadora das estrelas, são Elbereth, Elentári e Tintallë.

Valarie Varda

Com Manwë mora Varda, Senhora das Estrelas, que conhece todas as regiões de Eä. Sua beleza é por demais majestosa para ser descrita nas palavras de homens ou elfos, pois a luz de Ilúvatar ainda vive em seu semblante. Na luz estão seu poder e sua alegria. Das profundezas de Eä, veio ela em auxílio a Manwë ; pois conhecia Melkor antes do início da Música e o rejeitava; e ele a odiava e temia mais do que qualquer outro ser criado por Eru.”  (Trecho de O Silmarillion)

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Ulmo: Senhor das Águas, é um dos quatorze Valar, o mais poderoso depois de Manwë e Varda. Ele é um dos Ainur que participou da composição da “grande música” de Eru Ilúvatar, que permitiu a criação de Arda, onde tem lugar todas as aventuras do legendário de Tolkien. Ele foi penetrado mais do que qualquer outro pela música de Eru Ilúvatar. Então ele virou-se para as “vozes do Mar”, que ainda tem ecos da Grande Música. Era o segundo dos Valar e tinha uma amizade muito estreita com Manwë. É também chamado de o Rei dos Mares.
O nome Ulmo é composta do Quenya ou Sindarin, uma linguagem ficcional criada pelos Elfos de Tolkien. É constituído de raiz ulu que significa “vazamento, que flui rapidamente.” Em rascunhos de Tolkien, foi nomeado Linquil, mas o nome foi posteriormente corrigido. Ulmo também é outro nome para Santo Elmo, que, (coincidentemente ou não) é o santo padroeiro dos marinheiros.
Ulmo não tem companheira, mas dois servos: o ardente Ossë e a tranquila Uinen. Ele sempre viaja sozinho nos oceanos, não demora muito tempo e raramente vai para Valinor para participar de conselhos liderados por seu amigo Valar Manwë Súlimo, com o qual tem maior afinidade. Ele raramente toma a aparência de um corpo físico e sua aparência é terrível:
“[…] como uma onda que se agiganta e avança sobre a terra, com elmo escuro e crista de espuma, e cota de malha cintilando do prateado a matizes do verde.”
Pode mover-se mais para o interior, graças aos lagos e rios e por isso conhece todas as necessidades e dor de Arda.
Ele também é o Vala mais próximo dos povos de Arda, como os Elfos e Homens da Primeira Era, o único que ajuda os Noldor exilados. Ele aprendeu muito com os Teleri e graças a eles que a vida poderia continuar a crescer, apesar dos males de Melkor. Após a chegada dos Elfos, em um conselho dos Valar, deixou os elfos fazerem suas próprias escolhas e não transportá-los para Valinor.

Valar Ulmo

“Ulmo é o Senhor das Águas. Ele vive só. Não mora em lugar algum por muito tempo, mas se movimenta à vontade em todas as águas profundas da Terra ou debaixo dela. Seu poder só é inferior ao de Manwë; e, antes da criação de Valinor, era seu melhor amigo. […] não gosta de caminhar sobre a terra e raramente se dispõe a se apresentar num corpo, como fazem seus pares. Quando os Filhos de Eru o avistavam, eram dominados por intenso pavor; pois a chegada do Rei dos Mares era terrível, como uma onda que se agiganta e avança sobre a terra, com elmo escuro e crista de espuma, e cota de malha cintilando do prateado a matizes do verde. As trompas de Manwë são estridentes, mas a voz de Ulmo é profunda, como as profundezas do oceano que só ele viu. […] Ulmo ama elfos e homens e nunca os abandonou, […] subindo por braços de mar para aí criar música com suas grandes trompas, as Ulumúri, que são feitas de concha branca pelo maia Salmar; e aqueles que a escutam, passam a ouvi-la para sempre em seu coração, e o anseio pelo mar nunca mais os abandona.” (Trecho de O Silmarillion)

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Aulë: Senhor da Terra, é o quarto mais poderoso entre os Valar, sendo superado apenas por Melkor (Morgoth), Manwë e Ulmo. Além de ser Vala de terra, é o pai dos anões. Sua esposa é Yavanna Kementári.
Aulë possuía um criado Maia, o famoso Saruman, lá chamado de Curunír ou Curumo, e de início Sauron também era seu criado partindo depois para o lado de Melkor.
Ao impacientar-se com a demora da chegada dos Filhos de Eru (elfos e humanos), ele cria os Anões, e é severamente repreendido por Ilúvatar, mas ele os permite viver, contanto que despertassem após a chegada de seus próprios filhos.

Valar Aule

“Aulë tem o poder pouco inferior ao de Ulmo. Governa todas as substâncias das quais Arda é feita. No início, trabalhou bastante na companhia de Manwë e Ulmo; e a criação de todas as terras foi sua tarefa. Ele é ferreiro e mestre de todos os ofícios; deleita-se com trabalhos que exigem perícia, por menores que sejam, e também com a poderosa construção do passado. […] Os Noldor foram os que mais aprenderam com ele, e ele sempre foi seu amigo.” (Trecho de O Silmarillion)

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 Yavanna: Rainha da Terra — é uma Valië, um espirito divino criado pela vontade de Eru Ilúvatar e, consequentemente, irmã mais velha de Vána e esposa de Aulë. No panteão de Tolkien, é a deusa de Kelvar (Fauna) e Olvar (Flora). Criou todas as árvores e todos os animais. Suas mais belas obras foram as árvores que posteriormente dão origem ao Sol e à Lua. Destas árvores veio a luz das Silmarils. O nome Yavanna em Quenya, uma das línguas criadas pelo autor, significa “Doadora de Frutos”. O nome é um composto das palavras élficas (Quenya) “Yavé“, que significa ‘Fruta’ e “anna”, que significa ‘Presente’. Seu sobrenome Kementári é traduzido como “Rainha da Terra“.

Valier Yavanna

“[…] Yavanna, a Provedora de Frutos. Ela ama todas as coisas que crescem na terra; e guarda na mente todas as suas incontáveis formas, das árvores semelhantes a torres nas florestas primitivas ao musgo sobre as pedras ou aos seres pequenos e secretos que vivem no solo. Em reverência, Yavanna vem logo após Varda entre as Rainhas dos Valar. Na forma de mulher, ela é alta e se traja de verde; mas às vezes assume outras formas. […] Kementári, Rainha da Terra, é seu sobrenome na língua eldarin.” (Trecho de O Silmarillion)

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Mandos: Guardião da Casa dos Mortos, é um dos Valar, irmão de Irmo Lórien e de Nienna. Seu nome é Námo, “Juiz”, e Mandos (derivado de mbandos, prisão) é na verdade o lugar onde estão suas moradas. Sua esposa é Vairë, a Tecelã. Jamais se esquece de nada e é capaz de dizer tudo o que ainda vai acontecer, desde que já esteja decidido por Ilúvatar. É conhecido por ser severo e um tanto sem compaixão, mas suas predições não são vingativas como as de Morgoth; são apenas a vontade de Eru, além de ele reconhecer Manwë como Rei de Arda e obedecê-lo. Diz-se que, na Ainulindalë, foi o que dirigiu seu pensamento para mais longe, e por isso é o Vala que mais conhece sobre os destinos de Arda. Além de exercer o papel de oráculo, ele é também responsável por acolher e julgar os espíritos dos elfos. Os espíritos humanos vão pra outro lugar que só Manwë, Námo e Eru sabem onde é.

Valar Namo

“Os fëanturi, senhores dos espíritos, são irmãos; e são geralmente chamados de Mandos e Lórien. Contudo, esses são de fato os nomes dos locais onde moram, sendo verdadeiros nomes Námo e Irmo. Námo, o mais velho, mora em Mandos, que fica a oeste, em Valinor. Ele é o guardião das Casas dos Mortos, e o que convoca os espíritos dos que foram assassinados. Nunca se esquece de nada; e conhece todas as coisas que estão por vir, à exceção daquelas que ainda se encontram no arbítrio de Ilúvatar. Ele é o Oráculo dos Valar; mas pronuncia seus presságios se suas sentenças apenas em obediência a Manwë.” (Trecho de O Silmarillion)

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 Vairë: A Tecelã, é uma Valie, esposa de Mandos, e responsável por tecer a história do Mundo. Embora não muito poderosa ou prestigiada como outros, suas “redes de histórias” cobrem os Salões de Mandos, onde aparentemente vive. Em Etymologies (Etimologias, livro de Tolkien), o equivalente Noldorin de seu nome é Gwir.

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“[…] Vairë, a Tecelã, é sua esposa, e tece em suas telas, repletas de histórias, todas as coisas que um dia existiram no Tempo; e as moradas de Mandos, que sempre se ampliam com o passar das eras, estão revestidas dessas telas.” (Trecho de O Silmarillion)

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Irmo: Lórien, nas obras de Tolkien, é um dos Valar. Seu nome real é Irmo, e Lórien é o nome dos jardins onde vive. Ele é o Senhor dos Sonhos e das Visões. É casado com Estë, a Suave, que é responsável por curar ferimentos e fadiga.

Valar Irmo

“Os fëanturi, senhores dos espíritos, são irmãos; e são geralmente chamados de Mandos e Lórien. Contudo, esses são de fato os nomes dos locais onde moram, sendo verdadeiros nomes Námo e Irmo. […] Irmo, o mais novo, é o senhor das visões e dos sonhos. Em Lórien estão seus jardins na terra dos Valar; repletos de espíritos, são os mais belos locais do mundo.” (Trecho de O Silmarillion)

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 Estë: A Suave, é uma Valië, “a curadora de feridas e do cansaço“. Seu nome significa Descanso. “Cinzentos são seus trajes, e descanso o seu dom“. É esposa de Irmo, e mora com ele nos jardins de Lórien em Valinor. Dorme de dia na ilha no Lago Lorellin. À criação das Duas Árvores suplicou para que Varda impusesse um tempo em que o mundo teria penumbra, para que se descansasse e para que ficassem as estrelas visíveis.

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“Estë, a Suave (é) curadora de ferimentos e da fadiga. Cinzento são seus trajes, e o repouso é seu dom. Ela não se movimenta de dia, mas dorme numa ilha no lago sombreado de árvores de Lórellin.” (Trecho de O Silmarillion)

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 Nienna: Senhor do Sofrimento, é a irmã de Mandos e Irmo. Seu nome significa “Aquela que chora“. Vive no distante oeste de Arda, nas Terras Imortais e preocupa-se com o sofrimento do mundo. Ela é a única Valië que não é casada. Nienna chorou sobre o Monte de Ezellohar, aguando as Duas Árvores. Depois da destruição destas por Melkor, chorou sobre seus remanescentes, limpando a sujeira de Ungoliant, e ajudando a trazer à luz o fruto e a flor que se tornaram o Sol e a Lua. Gandalf provavelmente era seu pupilo. Seu nome provavelmente deriva das palavras em Quenya “nie” (lágrima) e “niena” (choro).

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“[…] Nienna, irmã dos fëanturi, que vive sozinha. Ela conhece a dor da perda e pranteia todos os ferimentos que Arda sofreu pelos estragos provocados por Melkor. Tão imensa era sua tristeza, à medida que a Música se desenvolvia, que seu canto se transformou em lamento bem antes do final […] Não chora, porém, por si mesma; e quem escutar o que ela diz, aprende a compaixão e a paciência na esperança; sua morada fica em Aman, a oeste do Oeste, nos limites do mundo; e ela raramente vem à cidade de Valimar, onde tudo é alegria. Prefere visitar a morada de Mandos, que fica mais perto da sua; e todos os que esperam em Mandos clamam por ela, pois ela traz força ao espírito e transforma a tristeza em sabedoria.” (Trecho de O Silmarillion)

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 Tulkas: Senhor da Velocidade, é citado em o “O Silmarillion” e não se tem uma amplo material sobre ele, residia em Valinor, era um vala e demostrava muita força física, ao ponto de o próprio Melkor o temer e odiar. Seu sobrenome é Astaldo, o Valente.

Valar Tulcas

“O maior na força e nos atos de bravura é Tulkas, cujo sobrenome é Astaldo, o Valente. Chegou a Arda por último, para auxiliar os Valar nas primeiras batalhas contra Melkor. Aprecia a luta corpo a corpo e as competições de força. Não cavalga em nenhum corcel, pois supera em velocidade todas as criaturas providas de patas, além de ser incansável. Seu cabelo e sua barba são dourados; e sua pele, corada. Suas armas são suas mãos. Presta pouca atenção ao passado ou ao futuro, e não tem serventia como conselheiro, mas é um amigo destemido.” (Trecho de O Silmarillion)

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Nessa: Senhora da Dança, é a sétima rainha dos Valar em . É a irmã de Oromë e esposa de Tulkas. Nessa é notável por sua agilidade e velocidade, capaz de ultrapassar os cervos que a seguem na selva, e por seu amor pela dança nos gramados sempre verdes de Valinor.

Valier Nessa

“[…] Nessa (é) a irmã de Oromë, e também ela é ágil e veloz. Ama os cervos, e eles acompanham seus passos onde quer que ela vá nos bosques; mas ela corre mais do que eles, célere como uma flecha com o vento nos cabelos. Adora dançar, e dança em Valimar em gramados eternamente verdes.” (Trecho de O Silmarillion)

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 Oromë: Tauron, Senhor das Florestas, era um grande caçador, e também domava feras. Foi o primeiro a ver os elfos que despertavam às margens do Cuiviénen. Tinha uma trompa, chamada Valaróma e era casado com Vána. O nome do seu cavalo era Nahar. Também era chamado de Aldaron. Possuía dois criados da divisão dos Maiar, e esses dois eram Istari na Terra Média, onde eram conhecidos como Magos Azuis, Alatar e Pallando.

Valar Orome

“Oromë é um senhor poderoso. Embora seja menos forte do que Tulkas, é mais temível em sua ira […] amava as terras da Terra-média e as deixou a contragosto, sendo o último a chegar a Valinor. Muitas vezes, no passado, atravessava as montanhas de volta para o leste e retornava com suas hostes para os montes e planícies. É caçador de monstros e feras cruéis e adora cavalos e cães de caça; ama todas as árvores […] Nahar é o nome do seu cavalo […] Valaróma é o nome da sua enorme trompa, cujo som se assemelha ao nascer do Sol escarlate, ou ao puro relâmpago que divide as nuvens.” (Trecho de O Silmarillion)

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 Vána: Senhora das Flores, chamada de “Sempre-jovem”. É a irmã mais jovem de Yavanna e esposa de Oromë. Mora nos jardins repletos de douradas flores e freqüentemente vem às florestas de Oromë. No Quenya primitivo Bana; no Velho Sindarin Bana.

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“[…] A esposa de Oromë é Vána, a Sempre-jovem, irmã mais nova de Yavanna. Todas as flores brotam à sua passagem e se abrem se ela as contemplar de relance. E todos os pássaros cantam à sua chegada.” (Trecho de O Silmarillion)

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Encontrei um vídeo bem legal onde mostra e explica cada um dos Valar criado por Eru (Vídeo em inglês):

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 MAIAR

 Eönwë: O porta-estandarte e arauto de Manwë, e chefe dos Maiar juntamente com Ilmarë. É dito que Eönwë era “O melhor em armamentos em Arda”. significando que era o melhor com armas, mas não necessariamente o mais poderoso. Quando Eärendil alcançou as praias de Aman, foi Eönwë que primeiramente o cumprimentou. Quando Manwë decidiu atender aos seus pedidos, Eönwë foi mandado à Terra-média para lutar na Guerra da Ira, liderando os Vanyar. Quando Morgoth foi derrotado, Eönwë pegou as duas Silmarils remanescentes e as guardou para segurança. Os últimos dois filhos de Fëanor as pegaram e fugiram.

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“[…] Eönwë, o porta-estandarte e arauto de Manwë, cujo poder em armas ninguém supera em Arda.” (Trecho de O Silmarillion)

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Ilmarë: Aia de Varda, seu nome pode derivar do élfico “Luz Estelar”. Nas obras de Tolkien ela é a criada de Varda e chefe entre os Maiar. Pouca informação está contida n’O Silmarillion.”O Livro dos Contos Perdidos” diz que ela seria filha de Varda e Manwë, mas Tolkien parece ter mudado esse fato n’O Silmarillion, de modo que os leitores supuseram que ela simplesmente foi criada por Eru como os Valar.

Maia Ilmarë

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Ossë: Senhor dos Mares Inferiores, era um Maia associado a Ulmo. Costumava ficar nas costas e nas ilhas, e também gostava dos ventos oriundos de Manwë. Ele guardava as águas em torno da Terra-média. Uinen era sua esposa, e era amigo de Círdan, o Armador. Durante os Anos das Árvores, ele ficou brevemente ao serviço de Melkor e causou turbulências que tornaram a navegação perigosa. Parou de servi-lo a pedido de Uinen, mas seu amor por tempestades não desapareceu realmente. Era amigo dos Sindar, e era adorado como os Valar por eles. Esse relacionamento começou antes da vinda dos Sindar a Valinor, enquanto eles moravam nas praias da Terra-média, esperando por seu líder.

Maia Ossë

“Ossë é um vassalo de Ulmo e é o senhor dos mares que banham as praias da Terra-Média. Ele não mergulha nas profundezas, mas ama as costas e ilhas, e se deleita com os ventos de Manwë. Pois, com a tempestade ele se delicia e ri em meio ao bramir das ondas.” (Trecho de O Silmarillion)

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Uinen: Senhor das Ondas, que consegue controlar a ferocidade do seu esposo, Ossë, outro Maiar. É criada de Ulmo, e os Númenorianos a reverenciavam como se fosse uma Valië.

Maia Uinen

“[…] Sua esposa é Unien, a Senhora dos Mares, cuja cabeleira se espalha por todas as águas sob os céus. Ela ama todas as criaturas que habitam as correntes salgadas e todas as algas que ali se desenvolvem. Pro ela clamam os marinheiros, pois Uinen pode impor a calma às ondas, restringindo a ferocidade de Ossë.” (Trecho de O Silmarillion)

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Melian: O nome Melian significa Presente Amado, e ela era uma Maiar, espírito angelical que surgiu antes da criação do mundo. Consta em O Silmarillion que ela era criada das Valier Estë e Vána, de quem era aparentada (é dito, na verdade, que Melian era aparentada de Yavanna, que era irmã de Vána), e que ensinou o seu canto aos rouxinóis. Diz-se que quando, à tarde, Melian começava a cantar, todos os sinos de Valimar se calavam, as fontes paravam de jorrar e os Valar cessavam seus afazeres para escutá-la.
Melian, quando estava na Terra-média, encontrou com o elfo Telerin Elwë Singollo, ou Elu Thingol, e por ele se apaixonou. Os dois casaram-se, e Melian tornou-se a única Maia conhecida a ter uma filha: Lúthien Tinúviel, a mais bela de todos os Filhos de Eru. A história de Lúthien é uma das mais conhecidas de toda a obra de Tolkien.

Maia Melian

“Melian era o nome de uma Maiar que servia tanto a Vána quanto a Estë. Morou muito tempo em Lórien, cuidando das árvores que florescem nos jardins de Irmo, antes de vir para a Terra-Média. Rouxinóis cantavam à sua volta onde quer que ela fosse.”  (Trecho de O Silmarillion)

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 INIMIGOS

Melkor: Posteriormente Morgoth, também chamado de Morgoth Bauglir, era o mais poderoso dos Ainur, mas virou-se para a escuridão e se tornou Morgoth, o antagonista definitivo de Arda, de quem todo o mal no mundo da Terra Média, em última análise deriva. Sauron, um dos Maiar de Aulë, traiu sua espécie e se tornou seu servo e tenente-general de seus exércitos. Morgoth foi o principal agente do mal em O Silmarillion, e sua influência permaneceu na criação, mesmo depois que foi expulso do mundo para o vazio exterior.
Melkor foi atraído a extremos terríveis e violência – frio amargo, calor escaldante, terremotos, destruição, quebras, completa escuridão, luz ardente, etc.. Seu poder era tão grande que a princípio os Valar foram incapazes de contê-lo; ele, sozinho, sustentou com a força coletiva de todos os Valar. Arda nunca pareceu alcançar uma forma estável até o Vala Tulkas entrar em e desequilibrar a balança.

Valar Melkor

“Em último lugar está o nome de Melkor, Aquele que se levanta Poderoso. A esse nome, porém, ele renunciou. E os noldor, entre os elfos os que mais sofreram com sua perversidade, se recusam a pronunciá-lo e o chamam de Morgoth, o Sinistro Inimigo do Mundo. Grande poder lhe foi concedido por Ilúvatar, e ele era contemporâneo de Manwë. Dispunha dos poderes e conhecimentos de todos os outros Valar, mas os desviava para objetivos perversos e desperdiçava sua força em violência e tirania. Pois cobiçava Arda e tudo o que nela existia, desejando a realeza de Manwë e o domínio sobre os reinos de seus pares.” (Trecho de O Silmarillion)

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Sauron: No início dos tempos, antes que os Valar entrassem em Arda (a Terra), Sauron era um dos mais poderosos Maiar, aprendiz de Aulë. Sauron se sentiu atraído por Melkor, ou Morgoth, tornando-se seu tenente mais fiel e sendo o segundo depois dele, mesmo quando o Vala foi derrotado e aprisionado nos confins do mundo.

Maia Sauron

“Entre os servos que possuem nomes, o maior era aquele espírito que os eldar chamavam de Sauron, ou Gorthaur, o Cruel. No início, ele pertencia aos Maiar de Aulë e continuou poderoso na tradição daquele povo. Em todos os atos de Melkor, o Morgoth, em Arda, em seus imensos trabalhos e nas trapaças originadas por su astúcia, Sauron teve participação; e era menos maligno que seu senhor somente porque por muito tempo serviu a outro, e não a si mesmo. No entanto, nos anos posteriores, ele se elevou como uma sombra de Morgoth e como um espectro de seu rancor, e o acompanhou no mesmo caminho desastroso de descida ao Vazio.” (Trecho de O Silmarillion)

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 Balrog: Os Balrogs eram originalmente membros da raça Maiar (e, portanto, Ainur tambem), da mesma ordem de Sauron e Gandalf, mas foram seduzidos por Morgoth, que corrompeu-os ao seu serviço nos dias de seu esplendor antes mesmo da criação de Arda. Durante a música dos Ainur, Melkor (Morgoth) começou a introduzir temas de sua própria autoria no Tema de Ilúvatar, causando grande discórdia na música. Os Balrogs estavam entre aqueles espíritos perto de Melkor e que entraram em sintonia com a música tema de Melkor, em vez da de Ilúvatar. Portanto, eles não só já existiam antes da criação do mundo, como também tiveram um papel na sua criação.
Durante a Primeira Era, eles estavam entre os servos mais temidos das forças de Morgoth. Quando sua fortaleza de Utumno foi destruída pelos Valar, eles fugiram e se esconderam nos poços de Angband. Ajudaram Morgoth quando este fugiu com as Silmarils juntamente com Ungoliant, que o atacou, pois queria as Pedras. Na Guerra da Ira, a maioria foi destruída, restando poucos que fugiram para as Montanhas Azuis, na Terra-Média. Na Terceira Era os Anões de Khazad-dûm, sem querer, despertaram um Balrog durante a mineração de Mithril e foram forçados a fugir as pressas de sua antiga habitação. Os Balrogs foram primeiramente encontrados pelos Elfos durante a Dagor-nuin-Giliath (Batalha-sobre-as-Estrelas) na Primeira Era. Após a grande vitória de Noldor sobre os orcs de Morgoth, Fëanor seguiu para Angband, mas os Balrogs vieram contra ele. Então ele foi mortalmente ferido por Gothmog, Senhor dos Balrogs (o único Balrog conhecido pelo nome). Apesar de seus filhos terem lutado contra os demônios, Fëanor morreu por causa de seus ferimentos pouco tempo depois, e seu espírito partiu para os Salões de Mandos.
Todos os Balrogs deveriam ter sido destruídos no final da Primeira Era, mas foi descoberto mais tarde que, pelo menos um, escapou escondendo-se nas profundezas das Montanhas Sombrias perto de Moria – O Veneno de Durin, talvez o melhor documentado dos Balrogs. Em seu confronto com o mago Gandalf, o Balrog foi derrotado, enquanto a Sociedade do Anel escapou de Moria em O Senhor dos Anéis (descrito especificamente, no Livro II, Capítulo 5, a segunda metade de A Sociedade do Anel), ambos foram mortos, mas Gandalf foi “mandado de volta” pelos Valar (ou possivelmente pelo próprio Eru).

Maia Balrog

“[…] Mas não estava sozinho. Pois, dos Maiar, muitos foram atraídos por seu esplendor em seus dias de majestade, permanecendo fiéis a ele em seu mergulho nas trevas. E outros ele corrompeu mais tarde, atraindo-os para si com mentiras e presentes traiçoeiros. Horrendos entre esses espíritos eram os valaraukar, os flagelos de fogo que na Terra-Média eram chamados de balrogs, demônios do terror.” (Trecho de O Silmarillion)

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MAGOS

Os Istari: Eram um pequeno grupo de magos, de aspecto semelhante ao dos Homens, mas possuindo capacidades físicas e mentais muito maiores. Eram todos imortais. Estes magos eram Maiar enviados pelos Valar na Terceira Era da Terra Média, para ajudar na luta contra Sauron. Eram chamados de Istari (“Sábios”) pelos elfos (em Sindarin: Ithryn). Sendo Maiar, eram da mesma ordem de Sauron, mas não podiam mostrar seu poder total, pois não tinham, como Sauron, descido para Arda em sua forma divina, o que lhes teria deixado tão poderosos quanto aquele. Sua missão era apenas organizar os povos da Terra-média na resistência contra o inimigo. Alatar e Pallando, os Magos Azuis, nem sequer aparecem no Senhor dos Anéis e Radagast, o Castanho tem uma crucial participação, pois é ele que, inocentemente, atrai Gandalf para Orthanc, onde Saruman revela sua traição.
Os mais importantes nos livros são Gandalf, o Cinzento e Saruman, o Branco. Desde Aman há uma certa desavença entre Saruman e Gandalf, muito mais por parte daquele do que por este que, desde o princípio, preferira ficar em Aman, pois “estava cansado e era fraco para enfrentar Sauron“. Diz-se que antes de sua partida de Aman, Gandalf seria o terceiro, ao que Varda teria dito o contrário, que ele iria, mas não como o terceiro (vide O Silmarillion), e disso Saruman se lembrou. Tornou-se ainda do conhecimento de Saruman que Gandalf havia recebido de Círdan, Senhor dos Portos, o Anel do Fogo, Narya, pois viu que ele teria “uma missão difícil, e precisaria do anel para acender os corações na Terra-Média”.
N’O Silmarillion há a dúvida quanto à quantidade exata de istaris que teriam ido à Terra-Média. Dos cinco que entraram nas histórias, dois tiveram papel principal, um terceiro, Radagast, teria se desviado de seu intento, e os outros dois teriam se perdido no leste.
Diz-se que Radagast se perdeu ao se importar mais com os animas e plantas do que com sua missão de ajudar o povo de Arda. O que de certo parece estranho, pois, desde o princípio, ele fora escolhido por Yavanna, que era a “patrona” tanto dos animas quanto das plantas. Ademais, sempre fora grande o desprezo que Saruman tinha por ele. Mesmo em Aman, foi necessário que Yavanna insistisse muito com ele para que pudesse levar consigo Radagast.
Já os Magos Azuis, sabe-se que foram para o Leste com Saruman, mas de lá nunca retornaram. Não se sabe ao certo o que aconteceu com eles, talvez tenham também se perdido em seu intento, ou tenham sido capturados por Sauron e submetidos à vontade dele.
Os cinco eram:
  • Gandalf (conhecido ainda por Mithrandir, Olórin, Tharkûn, Íncanus, o Cinzento ou o Branco)
  • Saruman (Curunír, Curumo, Sharkey ou o Branco)
  • Radagast (Aiwendil ou o Castanho)
  • Magos Azuis (Alatar e Pallando)

istari

publicado em 22/01/2015 por Berma

5 Respostas para “01.O Silmarillion

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